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Política

Câmara de Campo Grande vota R$ 307 mil em créditos e projetos sobre barracas de Anhanduí

Vereadores também analisam veto a proposta de isenção de IPTU para pessoas de baixa renda

João Gabriel Vilalba
Capital News

Izaias Medeiros

Vereadores se reúnem para aprovar propostas que tramitam pela Casa de Leis

Vereadores se reúnem para aprovar propostas que tramitam pela Casa de Leis

Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande se reúnem nesta quinta-feira (13) para votar duas propostas do Executivo que autorizam a abertura de créditos adicionais especiais que totalizam R$ 307 mil. Uma delas prevê recursos para financiar uma pesquisa em parceria com universidade.

Também serão analisadas propostas para preservar as tradicionais barracas às margens da BR-163, no Distrito de Anhanduí, e instituir o uso do Cordão AVC Estrela para identificação de pessoas que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Segundo a Casa de Leis, o primeiro texto é um projeto de lei que prevê autorização para abertura de crédito especial de R$ 207 mil destinado à Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos (Agereg).

O recurso será aplicado em despesas relacionadas à parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para o projeto de pesquisa “Monitoramento Hidrometeorológico de Campo Grande”. A Planurb e a Fapec também participam da parceria.

Ainda em discussão única, será votado outro projeto de lei do Executivo, desta vez para a área do Fundo Municipal de Meio Ambiente, com o objetivo de atender despesas com o PIS/Pasep. As duas solicitações decorrem de adequações na Lei Orçamentária de 2026, já que as despesas não estavam previstas anteriormente.

Barracas de Anhanduí

Já em segunda discussão, os vereadores votam o projeto de lei, de autoria do vereador André Salineiro, que prevê o tombamento e a inscrição no Livro de Tombo Histórico, Etnográfico e Paisagístico do Município de Campo Grande das barracas tradicionais localizadas às margens da BR-163, no Distrito de Anhanduí.

A proposta reconhece as barracas como bens culturais de relevante interesse histórico, social, econômico e cultural.

Os estabelecimentos são conhecidos pela comercialização de produtos artesanais, doces caseiros, conservas, pimentas e outros gêneros produzidos por famílias locais. A atividade se consolidou como expressão da cultura popular, da economia criativa e da memória coletiva da comunidade.

Em fevereiro deste ano, a Câmara Municipal promoveu uma audiência pública no ginásio de esportes de uma escola do Distrito de Anhanduí, reunindo moradores e comerciantes.

O comércio às margens da BR-163 garante o sustento de várias famílias da região. A principal preocupação dos comerciantes é a possibilidade de retirada das barracas em razão das obras de duplicação da rodovia.

Cordão para identificação de pessoas com AVC

Também em segunda discussão será votado o Projeto de Lei nº 11.702/25, que institui o uso do “Cordão AVC Estrela” como instrumento auxiliar para a identificação de pessoas acometidas por Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A proposta prevê uma faixa estreita de tecido ou material equivalente, na cor azul e estampada com desenhos de estrelas, acompanhada de um crachá com informações, a critério do portador ou de seus responsáveis.

Segundo a justificativa do projeto, a identificação poderá facilitar o reconhecimento dessas pessoas e contribuir para uma resposta mais rápida e para a adoção das intervenções necessárias.

A proposta é de autoria do vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão.

Veto ao projeto de isenção do IPTU

Na sessão, os vereadores também analisam o Veto Total do Executivo ao Projeto de Lei Complementar nº 895/23, que trata da concessão de isenção do IPTU e das taxas de serviços urbanos.

A proposta, de autoria do vereador Carlão, com assinatura também do vereador Clodoilson Pires, altera legislação de 2014 para conceder isenção do imposto a pessoas de baixa renda, estabelecendo uma série de regras.

O projeto foi motivado por casos de contribuintes que passaram por reavaliação do valor venal dos imóveis, muitas vezes em razão de melhorias realizadas nos bairros, e acabaram perdendo o direito à isenção por pequenas diferenças no valor.

Conforme a justificativa, em muitos casos as construções sofreram depreciação. O texto argumenta que a medida busca garantir a isenção do IPTU às pessoas de menor renda.

A legislação atualmente estabelece o benefício para quem possui um único imóvel com valor venal de até R$ 83,7 mil. A proposta retira a vinculação ao valor venal do imóvel como critério para concessão da isenção.

No veto, a Prefeitura aponta entraves técnicos, jurídicos, operacionais e fiscais para a implementação da medida.

A sessão ordinária começa às 9h e poderá ser acompanhada presencialmente na Câmara Municipal ou pelas transmissões ao vivo da TV Câmara, no canal 7.3, e pelo YouTube da Casa de Leis.

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