Segundo funcionários do Itamaraty, a idéia do governo é a de usar reuniões que ocorrerão em abril entre os setores e autoridades agrícolas dos dois países para recolocar o tema na agenda. O Brasil nunca foi autorizado a exportar carne bovina in natura aos Estados Unidos. Uma negociação foi iniciada nos anos 90, mas acabou sendo abandonada com o surto da febre aftosa.
O Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Agricultura já tinham enviado informações sobre a situação no País. Mas pediram para que o governo americano suspendesse a avaliação em 2005 até que todos os focos de aftosa estivessem sob controle. Para o governo, chegou a hora de essa pressão diplomática recomeçar.
Os exportadores brasileiros já sofrem com as restrições impostas recentemente pela Europa. Por conta disso, os destinos das vendas, nos últimos dois meses, acabaram se diversificando. Segundo a missão do Brasil em Bruxelas, os embarques de carne bovina para os países do Oriente Médio e norte da África aumentaram de forma significativa.
Hoje, em Genebra, o Brasil começará a já pressionar os americanos a rever suas medidas que afetam as exportações. O governo irá questionar na Organização Mundial do Comércio (OMC) os testes econômicos que os americanos aplicam sobre cada importação de carne. (Fonte: Agência Estado)
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