Em 2025, uma nova cultura buscou o protagonismo em Mato Grosso do Sul. O avanço da produção de laranja ampliou a oferta de empregos no campo e abriu novas oportunidades para trabalhadores rurais, em um contexto de rápida expansão da atividade, que já somava cerca de 15 mil hectares plantados.
O crescimento do setor atraiu grandes grupos da citricultura nacional e contou com incentivo do poder público, por meio de investimentos em infraestrutura, logística e ações sanitárias para prevenção do greening. A atividade passou a se consolidar como alternativa de diversificação agrícola, com previsão de ampliação da área cultivada para até 30 mil hectares nos próximos ciclos.
Ao longo do ano, iniciativas institucionais reforçaram a organização da cadeia. Eventos técnicos promovidos durante a Expogrande discutiram boas práticas, defesa fitossanitária e integração com outras atividades, como a apicultura. A criação de uma câmara setorial estadual e o anúncio de um laboratório para diagnóstico do greening marcaram o fortalecimento da governança do setor.
No segundo semestre, o cenário externo também contribuiu para o bom momento da citricultura. A decisão dos Estados Unidos de isentar o suco de laranja brasileiro de uma tarifa adicional preservou a competitividade do produto no principal mercado internacional. Em setembro, o lançamento de grandes eventos estaduais voltados à citricultura consolidou 2025 como o ano em que Mato Grosso do Sul se afirmou como nova fronteira da produção de laranja no país.

