Depois dos aumentos de ICMS e transporte urbano, abril trouxe outro susto. O dólar registrou uma de suas maiores altas do período ao encerrar a primeira semana do mês cotado a R$ 5,83, com avanço diário de 3,68%, o mais intenso desde novembro de 2022. O movimento ocorreu após o anúncio de medidas de retaliação da China aos Estados Unidos, em resposta ao aumento de tarifas comerciais imposto pelo governo norte-americano.
A escalada da tensão entre as duas maiores economias do mundo ampliou a aversão ao risco nos mercados globais, pressionando moedas de países emergentes e provocando forte queda do Ibovespa. O cenário também foi influenciado pelo temor de desaceleração da economia global, pelo controle chinês na exportação de terras raras e pela queda do preço internacional do petróleo, fatores que marcaram o ambiente econômico naquele momento do ano.


