Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande realizaram a sessão desta terça-feira (10) no Centro Comercial do Oeste, mais conhecido como antiga rodoviária. A sessão itinerante, segundo o presidente da casa, Mário César (PMDB), foi uma sinalização de apoio dos vereadores, aos comerciantes do local.
Entre os assuntos pautados, a revitalização do espaço, com reclamações sobre o descaso do poder público em relação ao local, assim como as promessas de transformação do antigo terminal em algo que trouxesse novamente pessoas ao centro comercial, prevaleceu durante toda sessão.
A síndica do prédio, Rosane Nely de Lima e a presidente da Associação do Centro Comercial do Oeste, Heloisa Cury, apresentaram os problemas do local e se queixaram das promessas não cumpridas. “Desde que começou a ser discutida a retirada dos ônibus daqui, sem nenhum planejamento em relação ao comercio, nós estamos falando que isso iria impactar drasticamente a nossa renda, e ninguém nos ouviu”, destaca Rosane.
Heloísa também reforça o “cansaço” dos comerciantes do local em esperar uma solução e afirma que já passou a fase de reuniões e que é hora de começar a agir. “Se todos já sabem dos nossos problemas eu não entendo porque ninguém ainda não começou a agir”, defende a presidente da associação.
O gerente de segurança empresarial da Empresa de Correios e Telégrafos, Marcio Nei Mendes Moreira, também usou a Tribuna Participativa para apresentar fotos e vídeos relatando a violencia no local. “Temos muitos mendigos, usuários de drogas e criminosos nas redondezas. Nossas câmeras de segurança já flagraram de tudo: tráfico de drogas, consumo de entorpecentes, roubos, furtos, tentativas de homicídio e até relação sexual em plena luz do dia. Tudo isso na calçada da agência. Isso é um risco muito grande para clientes e empregados dos Correios”, revelou.
A cultura também foi novamente pauta de discussão. O vereador Chiquinho Telles (PSD) chegou a afirmar que a atual diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), Juliana Zorzo, precisa ser trocada urgentemente. “Não sei por que o prefeito ainda mantém a Juliana Zorzo á frente da Fundac. Ele precisa colocar alguém com credibilidade na cultura, só assim vamos resolver esses impasses”. O vereador ainda ressaltou que o prefeito Gilmar Olarte está buscando resolver os problemas do município, mas têm deixado pontos falhos, como as “escolhas erradas” que faz.
A vereadora Luiza Ribeiro (PPS), dessa vez saiu em defesa da diretora-presidente, ao dizer que ficou “surpresa positivamente” com uma declaração de Juliana, que afirmou estar fazendo sua parte, tanto que nos editais do ano anterior, foram publicadas as homologações dos projetos. A vereadora reforçou que o problema é da prefeitura, e da falta de comprometimento de Olarte com a cultura. “Nós não temos problemas com a secretária e sim com a centralização do poder nas mãos do Olarte”, reforça Luiza.
Os vereadores também reclamaram da situação da Orla Morena. “A Orla está abandonada. A prefeitura cancelou as programações culturais do local e não deram nem previsão de retorno. As famílias estão deixando de usufruir do ambiente, que foi construído com o propósito de dar lazer aos campo-grandenses, porque o vandalismo está tomando conta da Orla”, explica o vereador Paulo Pedra (PTD).
O vereador Carlão (PSB) aproveitou a deixa e novamente reclamou das disfunções da Guarda Municipal. “Essa é mais uma das funções que a Guarda está deixando de cumprir, a segurança dos prédios públicos. Os locais estão ficando a mercê dos vândalos”, critica Carlão. O vereador Chiquinho, em sua fala, disse explicou que as queixas dos vereadores quanto às atribuições da Guarda Municipal são justamente para “protegê-la” e não deixar que a mesma seja odiada, assim como eram os “amarelinhos do trânsito”.
Já no final da sessão, o presidente da casa, Mário César, lançou a campanha “Embarque Nessa – Visite o Centro Comercial do Oeste e Invista na Idea”, que segundo o presidente, terá como objetivo atrair o público novamente para o local.
