A greve dos professores da rede municipal de ensino continua e sem prazo para acabar. É o que indica a manifestação realizada na manhã desta quinta-feira (28) na Câmara Municipal de Campo Grande mesmo após decisão judicial determinada na última quarta-feira (27) onde a categoria pode pagar multa de 50 mil reais pela continuidade da greve.
De acordo com o presidente da ACP (Associação Campograndense dos Profissionais da Educação Pública) Geraldo Gonçalves, a luta da categoria não deve parar mesmo com a determinação da justiça. “Nós não vamos deixar nos intimidar por decisões da justiça. Todos já sabem que nós queremos o que está garantido por lei. Por que é tão difícil cumprir a lei? Essa m á administração trouxe conseqüências terríveis e a educação é quem está sendo penalizada. Precisamos de gestão, sem gestão as coisas não se resolvem e estamos aqui para cobrar essa gerência e o compromisso dos vereadores, do poder público com a nossa categoria. Não vamos desistir”, diz o presidente.
“Barraco”
Taciane Peres/Capital News
Ânimos ficaram exaltados com o discurso do vereador Paulo Pedra na casa de leis
Com a casa de leis cheia e os ânimos exaltados, os vereadores Carlão (PSB) e Paulo Pedra (PDT) protagonizaram uma discussão ‘a parte’ quando recebiam a categoria dos professores discursando sobre a greve. A briga ocorreu quando Paulo Pedra estava discursando na tribuna e disse que “faltava vergonha na cara” da Comissão de Eficácia Legislativa por não realizar o pedido de afastamento do prefeito Gilmar Olarte (PP) por improbidade administrativa, diante dos últimos fatos envolvendo o prefeito. Paulo Pedra comentou sobre a ocasião em que se desentendeu com o vereador e a turma do "deixa disso" separou os vereadores. “Os nervos estão à flor da pele, os professores estão a mais de um mês sem o cumprimento de uma lei. É importante saber que o professor não quer um aumento nem reajuste, quer algo que está previsto em lei, que o prefeito sancionou e não está sendo cumprido. O prefeito está cometendo improbidade administrativa e isso tem que ser protocolado rápido, na próxima terça-feira (2).
Taciane Peres/Capital News
Professores reivindicam cumprimento da lei para elevar o piso da categoria
Já o vereador Carlão (PSB) após o princípio de discussão preferiu amenizar a situação dizendo que não houve nada “grave” com a atitude e pediu desculpas pelo ocorrido. “Não tem briga e desavença, nada. Ele pediu que a Comissão de Eficácia da Câmara tomasse vergonha na cara, o que o nosso regimento não permite. Eu pedi então que é amigo nosso, parlamentar que mudasse a fala, foi só isso que eu pedi, nada mais”, diz o vereador.
Os professores entraram em greve na última segunda-feira (25) com movimento de adesão de 50% dos professores com exigência do piso nacional que atualmente é de R$ 1.917,78 por 20 horas semanais.

