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Sexta-Feira, 11 de Junho de 2021, 17h:37
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Vereadores cobram explicações sobre obras no Centro de Belas Artes

Projeto está paralisado desde 2014

Lethycia Anjos
Capital News

Izaias Medeiros/CMCG

Vereadores cobram explicações sobre as obras no Centro de Belas Artes

Parlamentares convocaram uma reunião para debater o tema

Comissão Permanente de Obras e Serviços Públicos da Câmara Municipal de Campo Grande, comunicou nesta sexta-feira (11), que solicitará respostas à prefeitura da Capital sobre o andamento das obras do Centro de Belas Artes

 

A obra de 14 mil metros quadrados, localizada na Avenida Ernesto Geisel com a Rua Plutão, bairro Cabreúva, foi iniciada em 1991 no governo de Pedro Pedrossian. Na época o projeto previa a construção de uma nova rodoviária na Capital, e após 14 anos o projeto passou por readequação para se tornar o Centro de Belas Artes de Campo Grande.

 

Presidente da Comissão, vereador Ayrton Araújo do (PT), ressalta que o intuito é identificar possíveis fraudes no projeto. “Conversamos com alguns vereadores e vamos encaminhar requerimento ao Executivo pedindo informações dos valores que foram investidos nessa obra. Mais de 80% está pronta para a população, e não foi entregue. Com esse requerimento, vamos analisar a documentação e, se precisar, se constatarmos que houve desvio ou sumiço de recurso, veremos quem são os culpados. É uma obra que já deu um prejuízo enorme ao erário”, destacou via assessoria.

 

Em reunião realizada nesta sexta-feira (11), a vereadora Camila Jara (PT), debateu o andamento das obras com o advogado Luiz Ormay, representante da Mark Construções, empresa que tocou a obra entre 2012 e 2014. 

 

Na ocasião, o advogado argumentou que a construtora realizou os serviços sem receber repasses da Prefeitura, entre agosto de 2013 a abril de 2014, quando abandonou o canteiro de obras. “É uma situação que causou muito prejuízo ao erário e está longe de se resolver, inclusive no âmbito judicial. A empresa, desde o início, encontrou bastante desafios com o projeto inicial, que faltava muita coisa que precisou ser executada”, explicou via assessoria.

 

De acordo com Luiz Ormay, atualmente há uma briga judicial para reivindicar valores que, segundo ele, giram em torno de R$ 1 milhão. “O motivo principal [do abandono da obra] foi a ausência de pagamento entre agosto de 2013 e abril de 2014. A empresa não recebeu e continuou executando o serviço. Foi impossível para a empresa pagar folha, imposto, e continuar com a obra”, argumentou o advogado.

 

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