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Política Terça-feira, 17 de Março de 2015, 11:57 - A | A

Terça-feira, 17 de Março de 2015, 11h:57 - A | A

Vereadores ainda discutem sobre abertura da CPI do tapa-buraco

Kemila Pellin - Capital News

Mesmo depois de Valtemir Brito, secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação de Campo Grande, voltar à Câmara Municipal nesta segunda-feira (16) para responder novamente aos questionamentos dos vereadores sobre os serviços de tapa-buraco da capital, que entre janeiro de 2010 e janeiro de 2015, custaram aos cofres da cidade, o equivalente a R$ 372,5 milhões, os vereadores da oposição ainda estão insatisfeitos com as respostas apresentadas pelo secretário.

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) destacou que a cada reunião fica mais claro a necessidade de abertura da CPI. “Ficou cada vez mais evidente a necessidade da CPI do tapa-buraco, porque os documentos que nós analisamos são referentes a 34 contratos com 14 empresas diferentes, que são de 2010 até hoje e estão na vigência. O que nós observamos em todos eles, é que não há um sistema de fiscalização e os recursos são pagos sem a obediência ao que está disposto no contrato de prestação de serviço, que exige uma comissão de fiscalização, e o que a gente percebe é um só fiscal, que é o Silvio Sesco, que assina todas as ordens de serviço e ao mesmo tempo assina todas planilhas de pagamento”, explica a vereadora da oposição.

O vereador Carlão defendeu que as explicações apresentadas por Kako ainda não são suficientes, mas que aguarda uma nova entrega de documentos, que segundo o vereador, ainda estão faltando para esclarecer de vez esse assunto e reforçou que ainda não tem motivos o suficiente para assinar a CPI, ao mesmo tempo, o vereador se contradisse e afirmou que não há duvidas contra o surgimento da CPI. “Vai nascer a CPI? Vai nascer a CPI, agora tem que tomar cuidado quanto a essa decisão, não adianta ficar se precipitando e correr o risco de ser negligente de assinar uma CPI que pode não sair do papel”.

Já o vereador Chiquinho comenta que a abertura de comissões investigativas desgasta a maquina pública e tem custo elevado para ser instaurada (R$80 mil segundo o vereador), mas que precisam ser feitas para investigar os pontos falhos do governo. Chiquinho ainda ressalta que usar as CPI como manobras políticas vão contra o ideal da mesma. “A CPI do buraco, vai atrapalhar, mas nós temos que fazer, a CPI da folia, que nós estamos encaminhando, então tem que ser feito”.

Já o líder do prefeito na Câmara, Alceu Bueno (PMDB) defende que as comissões não devem sair do papel e que não há motivos para as mesmas. “Eu não assinei e não recomendo assinar. Se é com relação ao tapa-buraco, o secretário já veio aqui três vezes e esclareceu tudo”.

Na audiência desta segunda-feira (16), Kako admitiu que operações tapa-buraco estão com valores defasados e garantiu que novos termos de referência serão adotados até o fim do mês “Não existe questão nebulosa no serviço de tapa-buraco, que não vai ser eliminada. Temos que mudar termos de referência para ter condições melhores de fiscalizar. A Prefeitura hoje paga média de R$ 30,70 por metro quadrado e o valor está mais de 40% defasado”, concluiu.

 

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