Um acordo mediado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Centro de Autocomposição de Conflitos (Compor), deve por fim ao impasse envolvendo a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campo Grande realizada em julho do ano passado, que iria manter o vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), como presidente da Casa de Leis para um mandato que só começaria em janeiro de 2027, e que foi suspensa pela Justiça em fevereiro deste ano. Segundo o MPMS, a Câmara se comprometeu a adequar as normas internas da Casa aos parâmetros constitucionais definidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), alterando o regimento interno, que permitia a realização antecipada da eleição da Mesa. A nova regra estabelece que a escolha dos integrantes deve ocorrer entre outubro e dezembro do último ano do primeiro biênio do mandato. Também ficou acordada a declaração de nulidade da eleição antecipada realizada em 2025, com a convocação de novo pleito dentro dos critérios estabelecidos. Em nota, o MP diz que aguarda a anulação da eleição de 2025 e à convocação de nova eleição, no acordo cujo prazo ainda está em vigor.
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