A sessão da Câmara de Vereadores em Campo Grande começou nesta terça-feira (18) com a oposição cobrando analise do processo, pela Comissão Processante, referente a denúncia apresentada contra o prefeito Gilmar Olarte. A sessão foi presidida pela vereadora Thais Helena (PT), mas foi encerrada logo depois sem votação por falta de quórum. Dos 29 vereadores, só 13 estavam presentes. Durante a sessão, houve breve discussão e tumulto entre um grupo de apoio ao prefeito Gilmar Olarte e um grupo de professores da rede municipal, que estão em greve, envolvendo o vereador Paulo Pedra (PDT).
Durante o discurso do vereador, sobre as greves dos médicos e da educação, os professores começaram a gritar e chamar o grupo pró Olarte de ‘comissionados puxa saco’. Empolgado, Paulo Pedra aumentou as críticas e acabou sendo xingado a ponto de interromper o seu discurso e tirar satisfações com os manifestantes que gritavam ‘pedofilia, pedofilia’, alusão a um boato que circula em redes sociais de que o pedetista seria uma dos vereadores envolvidos na rede de exploração infantil investigada pela Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Irritado, o vereador Paulo Pedra interrompeu o discurso e foi até os manifestantes onde houve bate-boca.
A Guarda Municipal foi acionada para conter os ânimos e os manifestantes foram retirados do local. Para o vereador “é lamentável esse tipo de acusação pessoal, mas ataques políticos fazem parte da democracia', disse ao retomar seu discurso.
Comissão Processante recebe denúncia contra Olarte
O presidente da Comissão Processante, vereador Prof. João Rocha recebeu oficialmente na manhã desta terça-feira (18) do presidente da Câmara Municipal, vereador Mario Cesar a cópia da denúncia apresentada contra o prefeito Gilmar Olarte. Começa a contar, a partir de hoje, o prazo de cinco dias corridos para que a Comissão analise o processo e encaminhe ao chefe do Poder Executivo, para que ele proceda sua defesa.
De acordo com o Decreto-Lei n° 201/1967, assim que receber a denúncia, o prefeito terá o prazo de 10 dias para apresentar sua defesa prévia, por escrito, indicando as provas que pretender produzir e arrolando o máximo de 10 testemunhas.
Decorrido este prazo de defesa, a Comissão Processante emitirá parecer dentro em cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia, o qual, neste caso, será submetido à votação em Plenário.
