O retorno do Legislativo Municipal em Campo Grande começou com tumulto e prisão de professor na sessão da Câmara Municipal. Após o encerramento dos trabalhos, a tropa de choque da Guarda Civil Municipal, se posicionou em frente ao Plenário, o que gerou protestos de centenas de professores que se manifestavam contra a administração do prefeito Gilmar Olarte.
Logo antes da abertura dos trabalhos, os professores e manifestantes que se dirigiram para a Câmara, onde protestariam contra o impasse nas negociações salariais de professores e também em relação a divulgação de conversa telefônica referente a Operação Lama Asfáltica, onde o presidente da Câmara, vereador Mário César conversa com o empreiteiro João Amorim, principal envolvido no escândalo de fraudes em licitações. Na entrada do Legislativo foi distribuído “cafezinho” ironicamente para chamar a atenção da palavra usada nas negociações das fraudes.
José Roberto Almeida/Capital News
Início da sessão na Câmara Municipal tinha Plenário lotado de professores
Em uma coletiva antes de começar a sessão desta terça-feira, Mário Cesar falou sobre as acusações. “Pegaram um fato isolado e isso não pode prejudicar a credibilidade de muitos anos do Legislativo da Câmara. Muitos me ligaram na época reclamando da administração do Bernal e esse foi o único motivo dele ser cassado”, disse Mário Cesar.
Dentro do Plenário da Câmara, com o início da sessão, os vereadores da situação que se pronunciavam eram vaiados pelo público. A oposição saia em defesa dos professores e criticava a administração da prefeitura.
O vereador Mário César em certo momento encerrou os trabalhos da Câmara, quando um grupo do Choque da Guarda Municipal se posicionou em frente ao Plenário e gerou protestos e inconformidade por parte dos manifestantes, na grande maioria de professores. Os manifestantes gritavam “covardes” para os guardas.
Logo em seguida começou o tumulto, quando, segundo alguns educadores, um policial à paisana agrediu uma professora. Outro educador foi em sua defesa e a confusão se generalizou. Com gritos de covardes, vários guardas municipais mobilizaram o professor e o colocaram dentro da viatura e foi conduzido à delegacia por desacato.
A essa altura, com os trabalhos encerrados, os professores que restaram na Câmara Municipal pretendiam se dirigir para a delegacia onde o colega de profissão havia sido levado.
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