O vereador Paulo Siufi (PMDB) criticou duramente a posição do ex-governador André Puccinelli, dizendo não ter “cabresto”. Ao se declarar independente da base do prefeito Gilmar Olarte, o parlamentar pede mudanças na prefeitura, como diminuir comissionados e retirar secretários que não produzem.
Após as declarações do ex-governador André Puccinelli, de que seria expulso do partido quem mantivesse apoio a Olarte, o vereador Paulo Siufi classificou como “sem nexo essas declarações vindas de uma líder do PMDB impondo uma situação”. “Meu mandato foi conseguido nas urnas pelo povo. Não fui escolhido por este, ou aquele comandante dentro do PMDB. Vou deixar bem claro, não vou aceitar que eles me coloquem cabresto”, desabafou.
Siufi lembrou que a própria bancada federal já se dividiu várias vezes e nunca houve interferência de ninguém. Até mesmo na estadual, lembra o parlamentar, “quando ele (Puccinelli) era governador houve divisões e ele não fez interferência”.
“Não estou entendendo porque nesse momento de crise, que nós temos que ajudar Campo Grande a superar, vem uma imposição tão firme dessa forma”, finaliza.
A presidente municipal do PMDB, vereadora Carla Stephanini, disse defender a posição de que o partido rompa com o prefeito, por uma questão de coerência. Mas argumenta que a decisão da Executiva não foi acatada e a deliberação ficou individual para os vereadores.
Ao comentar sobre mudanças no secretariado de Olarte, o vereador Paulo Siufi deixa claro que em sua opinião, o secretário de Saúde, Jamal Salem, deveria deixar o cargo.
“Como amigo dele e como médico, acredito que se não resolver esse problema na saúde, ele tinha de entregar o comando. Na minha opinião, ainda mais se ele não tiver autonomia, o respeito devido a ele e as categorias da saúde, incluindo todos os trabalhadores, defendo que ele colocasse o cargo à disposição do prefeito”, disse. Para contemporizar, Siufi disse saber que parece que houve avanço nas negociações com os médicos e que Jamal vai continuar.

