Para permitir o direto ao voto dos 1,775 milhão de eleitores, os resultados das eleições nos locais de difícil acesso em Mato Grosso do Sul serão transmitidos via satélite para a totalização. Serão 47 pontos de transmissão no estado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Graças a essa tecnologia, poderão votar até mesmo os cerca de 300 índios da etnia Guató, que vivem isolados em uma ilha de 10.900 hectares, a 36 horas de viagem de barco e 50 minutos de helicóptero de Corumbá (426 km de Campo Grande). São 350 quilômetros entre a ilha Insuã e a área urbana da cidade.
A transmissão usando essa tecnologia levará alguns segundos. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS) foi um dos 15 a solicitar a instalação dos equipamentos, que ficam em localidades distantes a mais de três horas dos centros urbanos, cujo acesso seja dificultado devido às péssimas condições das estradas ou seja feito apenas por meio de barcos e helicópteros, por exemplo.
De posse do equipamento de transmissão e de um laptop, as seções eleitorais fixadas em reservas indígenas, comunidades quilombolas, assentamentos, colônias e vilarejos conseguirão transmitir os resultados registrados nas urnas eletrônicas em menos tempo que as seções localizadas nos grandes centros econômicos do país.
Os votos computados pela urna eletrônica serão enviados para o TRE e, a partir daí, os dados entrarão em uma rede de comunicação de uso restrito, serão recebidos e totalizados. A Justiça Eleitoral fará ainda um check list e totalizará os resultados para então serem divulgados.
Em todo o país, segundo a Coordenadoria de Infraestrutura da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE, a Justiça Eleitoral contará com 1.274 pontos de transmissão via satélite.
