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Política Domingo, 19 de Abril de 2020, 11:34 - A | A

Domingo, 19 de Abril de 2020, 11h:34 - A | A

Política

Relembre a atuação dos políticos em MS em cargos de ministro

Na história recente do país, cinco políticos representaram o Estado no alto escalão federal

Hélder Rafael
Capital News

Erasmo Salomão/MS, Antonio Araujo/Mapa, Waldemir Barreto/Agência Senado e Roosevelt Pinheiro/Agência Senado, Agência Brasil

Relembre atuação de ministros de MS

Relembre atuação de ministros de MS

A queda de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde após 16 meses no governo do presidente Jair Bolsonaro encerrou mais uma página na história da política sul-mato-grossense. Mandetta foi o quinto representante do Estado a exercer uma função ministerial desde a redemocratização do país.

 

Atualmente, apenas a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), representa Mato Grosso do Sul no alto escalão do governo federal. O Capital News revisita a atuação política dos outros sul-mato-grossenses que já ocuparam um cargo em nível de ministério.

 

Deurico Brandão/Capital News

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Carlos Marun

Gaúcho radicado em Campo Grande, o engenheiro civil Carlos Marun fez carreira política pelo PMDB em Mato Grosso do Sul, com atuação voltada à habitação. Foi secretário municipal e estadual, vereador, deputado estadual e federal. O período em que deteve mandato na Câmara Federal coincidiu com a derrocada do governo Dilma Rousseff. Saiu em defesa do correligionário Michel Temer, que sucederia Dilma, e sua fidelidade rendeu-lhe o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo da gestão Temer. Ocupou a função por um ano, entre dezembro de 2017 e o fim do mandato de Michel Temer. Como não concorreu a mandato nas eleições de 2018, deixou a política partidária e foi nomeado conselheiro da Itaipu Binacional.

 

Beto Barata/Agência Senado

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Delcídio do Amaral

Nascido em Corumbá, o engenheiro eletricista Delcídio do Amaral fez carreira internacional no ramo de energia. Na década de 1990, retornou ao Brasil e foi nomeado diretor da estatal Eletrosul. Em março de 1994, foi convidado pelo presidente Itamar Franco para ocupar interinamente o cargo de ministro de Minas e Energia, de setembro daquele ano a janeiro de 1995. À época, Delcídio era filiado ao PSDB.

 

Ramez Tebet

 

Ramez Tebet

Nascido em Três Lagoas, o advogado Ramez Tebet fez carreira política em Mato Grosso do Sul pelo PMDB. Foi prefeito de sua cidade natal, deputado estadual, vice-governador do Estado e também governador, entre 1986 e 1987, devido ao afastamento do então governador Wilson Barbosa Martins para concorrer ao Senado Federal. Ramez também chegou ao Senado posteriormente, em 1995, e sua atuação no parlamento rendeu-lhe um convite do presidente Fernando Henrique Cardoso para assumir o Ministério da Integração Nacional. Ocupou o cargo por três meses, de junho a setembro de 2001, mas deixou a função após um acordo político para assumir a presidência do Senado. Ramez Tebet morreu em 2006, após lutar anos contra um câncer no esôfago.

 

Agência Brasil

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Luiz Henrique Mandetta

Nascido em Campo Grande, o médico ortopedista Luiz Henrique Mandetta iniciou sua carreira política no PMDB como secretário municipal de saúde da Capital, na gestão do prefeito e primo Nelsinho Trad. Em 2011, elegeu-se deputado federal pelo DEM e reelegeu-se em 2015. Aproximou-se da candidatura de Jair Bolsonaro e foi nomeado como ministro da Saúde em janeiro de 2019. Notabilizou-se pelo enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, mas as divergências políticas e técnicas com o presidente Bolsonaro culminaram com sua demissão em abril de 2020.

 

Agência Brasil

Não há notícia de falta de alimentos, diz ministra Tereza Cristina

 

Tereza Cristina Corrêa da Costa

Nascida em Campo Grande, a engenheira agrônoma Tereza Cristina iniciou a carreira política como secretária estadual de produção na gestão André Puccinelli, entre 2007 e 2014. Elegeu-se deputada federal para ocupar o cargo a partir de 2015, pelo PSB. Durante o mandato, assumiu uma posição favorável ao presidente Michel Temer (MDB), o que contrariou a direção do PSB. Tereza Cristina acabou deixando a sigla para ingressar no DEM. Foi indicada pela frente parlamentar do agronegócio no Congresso Nacional para ser a ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro.

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