Erasmo Salomão/MS, Antonio Araujo/Mapa, Waldemir Barreto/Agência Senado e Roosevelt Pinheiro/Agência Senado, Agência Brasil
Relembre atuação de ministros de MS
A queda de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde após 16 meses no governo do presidente Jair Bolsonaro encerrou mais uma página na história da política sul-mato-grossense. Mandetta foi o quinto representante do Estado a exercer uma função ministerial desde a redemocratização do país.
Atualmente, apenas a ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM), representa Mato Grosso do Sul no alto escalão do governo federal. O Capital News revisita a atuação política dos outros sul-mato-grossenses que já ocuparam um cargo em nível de ministério.
Carlos Marun
Gaúcho radicado em Campo Grande, o engenheiro civil Carlos Marun fez carreira política pelo PMDB em Mato Grosso do Sul, com atuação voltada à habitação. Foi secretário municipal e estadual, vereador, deputado estadual e federal. O período em que deteve mandato na Câmara Federal coincidiu com a derrocada do governo Dilma Rousseff. Saiu em defesa do correligionário Michel Temer, que sucederia Dilma, e sua fidelidade rendeu-lhe o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo da gestão Temer. Ocupou a função por um ano, entre dezembro de 2017 e o fim do mandato de Michel Temer. Como não concorreu a mandato nas eleições de 2018, deixou a política partidária e foi nomeado conselheiro da Itaipu Binacional.
Delcídio do Amaral
Nascido em Corumbá, o engenheiro eletricista Delcídio do Amaral fez carreira internacional no ramo de energia. Na década de 1990, retornou ao Brasil e foi nomeado diretor da estatal Eletrosul. Em março de 1994, foi convidado pelo presidente Itamar Franco para ocupar interinamente o cargo de ministro de Minas e Energia, de setembro daquele ano a janeiro de 1995. À época, Delcídio era filiado ao PSDB.
Ramez Tebet
Nascido em Três Lagoas, o advogado Ramez Tebet fez carreira política em Mato Grosso do Sul pelo PMDB. Foi prefeito de sua cidade natal, deputado estadual, vice-governador do Estado e também governador, entre 1986 e 1987, devido ao afastamento do então governador Wilson Barbosa Martins para concorrer ao Senado Federal. Ramez também chegou ao Senado posteriormente, em 1995, e sua atuação no parlamento rendeu-lhe um convite do presidente Fernando Henrique Cardoso para assumir o Ministério da Integração Nacional. Ocupou o cargo por três meses, de junho a setembro de 2001, mas deixou a função após um acordo político para assumir a presidência do Senado. Ramez Tebet morreu em 2006, após lutar anos contra um câncer no esôfago.
Luiz Henrique Mandetta
Nascido em Campo Grande, o médico ortopedista Luiz Henrique Mandetta iniciou sua carreira política no PMDB como secretário municipal de saúde da Capital, na gestão do prefeito e primo Nelsinho Trad. Em 2011, elegeu-se deputado federal pelo DEM e reelegeu-se em 2015. Aproximou-se da candidatura de Jair Bolsonaro e foi nomeado como ministro da Saúde em janeiro de 2019. Notabilizou-se pelo enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, mas as divergências políticas e técnicas com o presidente Bolsonaro culminaram com sua demissão em abril de 2020.
Tereza Cristina Corrêa da Costa
Nascida em Campo Grande, a engenheira agrônoma Tereza Cristina iniciou a carreira política como secretária estadual de produção na gestão André Puccinelli, entre 2007 e 2014. Elegeu-se deputada federal para ocupar o cargo a partir de 2015, pelo PSB. Durante o mandato, assumiu uma posição favorável ao presidente Michel Temer (MDB), o que contrariou a direção do PSB. Tereza Cristina acabou deixando a sigla para ingressar no DEM. Foi indicada pela frente parlamentar do agronegócio no Congresso Nacional para ser a ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro.





