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Política Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014, 11:40 - A | A

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014, 11h:40 - A | A

Reinaldo Azambuja nega vínculo com suspeitos de assassinato no Paraguai

Marcos Barbosa - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB), negou veementemente qualquer envolvimento com Vilmar Acosta, principal acusado de ter encomendado as mortes do jornalista Pablo Medina e sua assistente Antônia Almada no Paraguai. Azambuja afirmou em nota à imprensa, que as informações “são mentirosas, levianas e absolutamente irresponsáveis”, e que não mantém nenhum tipo de vínculo com os citados nas referidas matérias, e que não foi procurado pela imprensa para falar sobre o assunto antes da publicação em vários meios de comunicação.

A suposta ligação foi levantada por parlamentares paraguaios e por agências internacionais e nacionais de imprensa. A acusação foi feita pelo senador paraguaio Arnoldo Wiens, membro da Comissão Parlamentar Bicameral que investiga o assassinato que foi praticado há dois meses no departamento de Canindeyù, na fronteira com Mato Grosso do Sul.

Arnoldo Wiens citou uma reportagem feita pela agência EFE, citando que Reinaldo Azambuja teria uma "grande amizade" com Vilmar Acosta, principal suspeito de ser o mandante do crime. A denúncia também foi feita na terça-feira (16) pelo jornal ABC Color do Paraguai e pelo Portal Uol, no Brasil, e acrescentou não haver dúvidas de que haja outras conexões entre o "clã Acosta" e políticos importantes do Brasil.

Vilmar Acosta era prefeito do Partido Colorado da cidade de Ypejhú, no departamento de Canindeyù e está foragido da Justiça. Os supostos autores do homicídio, seu irmão Wilson e seu sobrinho Flavio Acosta, também estão foragidos. As informações dadas à promotoria foram feitas pelo motorista da vítima, Arnaldo Cabrera, único detido pelo crime até o momento.

Ele disse que ”em várias ocasiões ocorria ver na casa de Vilmar o político brasileiro Reinaldo Azambuja, que concorria como 45. Este sempre vinha acompanhado de vários políticos brasileiros”. Reinaldo informou que pretende acionar a Justiça no Brasil e no Paraguai, e acredita que as informações são “manipulações” feitas para atingir sua honra e credibilidade.

Confira, na íntegra, a nota divulgada por Reinaldo Azambuja:

NOTA À IMPRENSA

O governador eleito do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, reagiu com indignação à notícia veiculada na imprensa relacionando seu nome ao prefeito de Ypejhú (Paraguai), Vilmar Acosta: “são informações mentirosas, levianas e absolutamente irresponsáveis”.

O governador informou que não mantem qualquer vínculo com os citados nas referidas matérias e não foi procurado pela imprensa para falar sobre o assunto antes da publicação.

Reinaldo informou sua disposição de adotar todas as medidas judiciais cabíveis, no Brasil e no Paraguai, por danos contra sua imagem pública e hoje mesmo determinou a entrada de advogados no caso.

Reinaldo Azambuja acredita que seu compromisso em rever e reforçar a política de Segurança Pública na fronteira de Mato Grosso do Sul - prioridade de seu futuro governo - pode estar por trás da manipulação de informações e tentativa de atingir sua honra e sua credibilidade. Repetidas vezes, desde a campanha eleitoral e ainda como deputado federal, ele sempre cobrou medidas efetivas para combater o tráfico de drogas e de armas nas fronteiras abertas.

"Quando se coloca o dedo na ferida, apontando os erros do atual sistema e interferindo diretamente nos interesses de quem não quer ver funcionar a Segurança Pública para a maioria da população, a reação é imediata", concluiu.
 

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