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Política Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008, 08:12 - A | A

Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008, 08h:12 - A | A

PT está dividido entre apoiar PDT e brigar na eleição

Correio do Estado

Depois de oito anos no Governo do Estado, o PT sai falido, encontra-se em cacos, desgastado com a enxurrada de denúncias do Ministério Público Estadual contra o ex-governador Zeca do PT por liderar a farra da publicidade e vive o dilema de se aliar ao PDT ou concorrer à Prefeitura de Campo Grande com candidatura própria.

A presidente municipal do partido na Capital, vereadora Thaís Helena, não esconde a apreensão da falta de dinheiro para custear campanha de candidato próprio a prefeito.

Se depender dela, o PT cai nos braços do PDT para apoiar a candidatura do deputado federal Dagoberto Nogueira. Como a decisão não está exclusivamente em suas mãos, o partido vai continuar convivendo com os seus tradicionais conflitos até chegar a um entendimento, que nunca foi fácil.

O grupo do senador Delcídio do Amaral defende a idéia de o PT entrar na campanha eleitoral com candidatura própria. Uma ala do grupo empolga-se com a idéia de apoiar a reeleição do prefeito Nelsinho Trad (PMDB). A resistência vem dos deputados estaduais Pedro Kemp e Pedro Teruel. Os dois não aceitam de forma alguma discutir a hipótese de o partido deixar de concorrer à prefeitura de Campo Grande.

A crise financeira não é ignorada por nenhum dos dois deputados. Kemp afirma que a participação do PT com candidato próprio é uma questão de sobrevivência e antídoto para motivar o espírito deprimido da militância petista. Teruel pensa da mesma forma e não vê o problema financeiro como obstáculo para o partido ficar fora da disputa eleitoral. O que ele quer é o PT no campo de batalha contra Nelsinho Trad e outros adversários que eventualmente estarão na briga pela prefeitura.

O deputado federal Vander Loubet, do grupo de Zeca, não se encantou com apoio do PT à candidatura de Dagoberto Nogueira. Ele prefere também candidatura própria. Mas não vai criar nenhum obstáculo para tornar inviável o entendimento, porque o ex-governador ficou motivado com a proposta. A sua esposa, Gilda dos Santos, seria o principal nome do PT para compor a chapa da aliança como candidata a vice de Dagoberto.

Como as conversações ainda não amadureceram dentro do PT, os líderes vão continuar se divergindo e batendo boca até chegarem a um acordo no processo eleitoral da Capital.

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