Campo Grande/MS, Segunda-Feira, 19 de Abril de 2021 |
27˚
(67) 3042-4141
Política
Quarta-Feira, 24 de Fevereiro de 2021, 14h:44
Tamanho do texto A - A+

Projeto Câmara Participativa discute políticas públicas a favor das mulheres

Em combate à violência contra as mulheres

Laryssa Maier
Capital News

Divulgação/Câmara

Projeto Câmara Participativa discuti políticas públicas a favor das mulheres

 

Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande realizaram nesta quarta-feira (29), mais uma edição do Projeto Câmara Participativa para discutir políticas públicas para eliminação da violência contra as mulheres, em alusão ao Dia Internacional contra a Violência de Gênero, celebrada no dia 25 de novembro. 

 

O evento foi realizado na Escola Municipal "Profª Maria Tereza Rodrigues", com o propósito de levar a discussão para dentro das escolas. Para a vereadora Enfermeira Cida Amaral, que é vice-presidente da Procuradoria da Mulher da Casa de Leis, a mulher precisa ter representação igualitária em todos os segmentos da sociedade. “Estamos no século XXl falando sobre como eliminar a violência contra as mulheres. Precisamos promover a participação igualitária dessa mulher, aumentar a participação na política, órgãos públicos, em cargos de alto escalão. Precisamos combater a violência das mulheres de todas as formas, física, moral, psicológica e, principalmente, social. Precisamos envolver as mulheres em todos aspectos, reforçar o empoderamento econômico, trabalhar pela inclusão das mulheres. Chega de discutir cotas, o que precisamos realmente é de paridade”, defendeu.

 

 De acordo com a subscretária municipal de Políticas para as mulheres, Carla Stephanini, além de orientar as mulheres, é necessário levar a informação para os homens. “Importantíssimo dialogar com a educação, com a segurança pública, saúde, isso faz com que fortaleça a mulher denunciar o agressor e possibilita mostrar para essa mulher que o poder público está preparado para apoia-la. Mas, além de conversar com as mulheres, precisamos conversar com os homens, para que eles possam entender o que é o machismo. Esse diálogo é extremamente importante com os homens para sairmos dessa situação, e as políticas públicas vêm exatamente para transformar essa ordem social”, frisou. 

 

Na ocasião, Stephanini informou: “Neste ano, de janeiro a novembro tivemos 13 tentativas de feminicídios e 6 feminicídios consumados, esses números justificam a necessidade do enfrentamento da violência contra as mulheres. Vale lembrar que a Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano e conta com profissionais preparados para acolher a mulher”, disse.Conforme explicou Tai Loschi, coordenadora da Casa da Mulher Brasileira, devido ao alto índice de feminicídos na Capital foi necessária a implantação da infraestrutura da Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande. “Devido as estatísticas que indicavam um alto índice de feminicídio na capital, foi implantada em Campo Grande a infraestrutura da Casa da Mulher Brasileira. A equipe toda está preparada para acolher e dar um atendimento humanizado. Em outubro mais de 1.200 mulheres procuram pela casa da mulher”, confirmou.

 

Segundo o 1° secretário da Câmara de vereadores, vereador Carlão, “A câmara vai trabalhar no sentido de dar condição para eliminar a violência contra as mulheres, através dos debates, audiências, projetos, vamos fazer o nosso papel, vamos contar com apoio do Executivo. Essa violência não pode existir, tem que ser eliminada”, declarou.

 

De acordo com a assessoria, a presidente da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara, vereadora Dharleng Campos, explicou que muitas mulheres não denunciam pela dependência emocional e financeira. “Para muitas mulheres é difícil denunciar, porque muitas vezes o agressor é pai dos seus filhos, dependem financeiramente desse homem. As mulheres ocupam espaços pequenos dentro da nossa sociedade, a valorização salarial ainda é pequena, mas não podemos perder a vontade de lutar, de aprovar projetos que possibilitem as mulheres ocuparem espaços maiores dentro da nossa sociedade”, esclareceu. A Câmara Participativa foi promovida pela Procuradoria Especial da Mulher da Casa de Leis.

 

NENHUM COMENTÁRIO

Clique aqui para "COMENTAR ESTA NOTÍCIA" e seja o primeiro a comentar!
Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!

LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO

Trinix