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Política Quarta-feira, 05 de Agosto de 2015, 09:59 - A | A

Quarta-feira, 05 de Agosto de 2015, 09h:59 - A | A

Mais de 60 dias de Greve

Professores pedem uma Comissão Especial para intermediar acordo com prefeitura

Educadores pedem o empenho de deputados, vereadores e do MPE para resolver o impasse sobre o reajuste salarial da categoria

Elizângela Lemes
Capital News

José Roberto/Arquivo Capital News

GERADO ACP

Educadores pedem o empenho de deputados, vereadores e do MPE para resolver o impasse sobre o reajuste salarial da categoria

Os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) seguirão para a Câmara Municipal de Campo Grande nesta quarta-feira (5) para novamente tentar agilizar as negociações salariais. Os educadores querem que os vereadores criem uma Comissão Especial para intermediar um acordo junto à Prefeitura de Campo Grande, referente ao reajuste de 13,01% reivindicado pela categoria.


A greve que já dura mais de 60 dias tem sido motivo de preocupação e por conta disso, o Ministério Público Estadual (MPE) também tem mediado as conversações com a prefeitura, na tentativa de resolver o impasse e encerrar a greve. Conforme assessoria da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), os professores se reuniram na terça-feira (4) com Procurador-Geral Adjunto do MPE, Paulo Cezar dos Passos e segundo ele, as negociações não avançaram, pois a Prefeitura não acatou o pedido de parcelamento do reajuste de 13,01% em dez vezes.

 

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Ainda, de acordo com a ACP, o Procurador Paulo Passos disse que vai conversar com o relator do processo que tramita no Tribunal de Justiça (TJ), desembargador Romero Osme Dias Lopes para julgar o pedido de reconvenção movido pela ACP contra a Prefeitura, para fazer cumprir a Lei Municipal 5.411/14, que regulamenta a remuneração da categoria no município.


Na segunda-feira (3), durante o lançamento do novo prédio da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves conversou com o presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi, para pedir uma intermediação dos parlamentares. De acordo com Mochi, os educadores querem que os deputados marquem uma reunião com a Comissão de Educação da Câmara, para tentar avançar nas negociações com o Executivo Municipal. A reunião ainda não tem data definida, mas segundo o presidente, deve acontecer em breve. “Queremos que esta situação chegue logo a uma resolução, pois já são mais de dois meses de greve e que permanece sem acordo”, completou.

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