O legislativo municipal, cumprindo o seu papel de fiscalizador dos atos do Executivo, pretende chama o prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, para dar explicações sobre a situação financeira da cidade. O convite foi feito durante a sessão de quinta-feira (29), pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Mario César (PMDB).
O município, que enfrenta dificuldades no pagamento dos salários dos servidores e na prestação dos serviços públicos básicos, como saúde, são alguns dos motivos que levaram o presidente da casa de Leis a propor o convite a Olarte. O líder do prefeito na Casa, vereador Edil Albuquerque (PMDB), se comprometeu a entrar em contato com a prefeitura ainda hoje para definir a data.
Ao usar a tribuna, o vereador Mario Cesar, conforme divulgado pela assessoria de comunicação do parlamentar, se mostrou preocupado com os servidores públicos municipais, em relação ao parcelamento do salário e à redução de gratificações. “Acho que devemos convidar sim o prefeito para vir a esta Casa, porque as decisões que têm de ser tomadas são únicas e exclusivas do prefeito, até para nos orientar e nos balizar dos encaminhamentos que devem ser feitos. Nas últimas reuniões com os secretários de Administração e Finanças foram apresentados números preocupantes, números que já haviam sido orientados ao prefeito, não são orientações recentes, são orientações pretéritas, do que se tem que fazer, em relação aos cargos comissionados. Não tenho nada contra cargo comissionado”, afirmou Mario Cesar, sobre a necessidade de se reduzir o número de comissionados para adequar a situação financeira da administração pública.
Ainda segundo o presidente da Câmara, “houve um aumento de gasto na Seleta, antes era R$ 2 milhões e hoje passamos de R$ 6 milhões. O Tribunal de Contas está fazendo uma análise para ver se já estamos chegando ao teto prudencial, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, não quero fazer discurso de jogar para platéia. Tem que fazer ajuste e isso foi dito lá atrás. O próprio secretário de Finanças disse que se não houver ajuste, não posso falar em reajuste, quem tem que falar nisso é o prefeito, é a liturgia do cargo, os secretários são subordinados a ele. Temos que controlar nossos gastos. Por mais otimista que eu seja, por mais fé que eu tenha, se não fizer minha parte, tudo isso é em vão. Da maneira que está sendo colocada não está dando credibilidade, sacrifício que tem que fazer, temos várias políticas que podemos enxugar, para que não sofra lá na ponta”, revelou Mario Cesar.

