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Política Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008, 14:23 - A | A

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008, 14h:23 - A | A

PMDB deve manter o poder na Capital

Dourados Agora

O PMDB caminha praticamente sozinho na tentativa de manter a hegemonia de 20 anos no comando da Prefeitura de Campo Grande. Sem adversário à altura por causa da crise interna do PT e da falta de interesse de suas principais lideranças no confronto, o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) segue à vontade rumo à reeleição.
Nem o senador Delcídio do Amaral, nem o ex-governador Zeca do PT vêem chance em derrotar o PMDB na Capital, tanto é que ambos recolheram o flap diante de uma derrota iminente num reduto dominado pelo governador André Puccinelli (PMDB).
Entretanto, a sobrevida do PT está nas mãos do chamado "baixo clero", que ainda defende a velha tese de que o partido deve disputar eleições para crescer, mesmo sabendo ser impossível conquistar o poder. Nesse caso, surge o nome do deputado estadual Pedro Teruel, que no passado chegou a disputar o governo do Estado apenas para cumprir tabela.
O PT nunca venceu as eleições na Capital, nem quando esteve no comando do Estado. Perdeu com Zeca, com o ex-deputado federal Ben-Hur Ferreira e com o deputado federal Vander Loubet, todas para o PMDB, que vem de sucessivas administrações desde a época de Juvêncio César da Fonseca.

Crise

O retrato da crise na oposição foi testemunhado na semana passada pelo presidente regional do PT, deputado estadual Amarildo Cruz, e reforçado nesta segunda-feira pelo seu companheiro de bancada Paulo Duarte, durante entrevista à FM Capital.
Amarildo prometeu insistir na candidatura do ex-governador alegando ser ainda o melhor nome do partido para o confronto contra Nelsinho, mesmo com todo desgaste político de Zeca, que se defende na Justiça de acusações sobre suposto desvio de R$ 30 milhões dos cofres públicos, como parte de verbas institucionais destinadas à publicidade.
"Por uma questão de sobrevivência, o PT tem de sair fortalecido da campanha eleitoral deste ano em Campo Grande", afirmou Duarte, que foi à emissora de rádio com a missão de dizer que Zeca, definitivamente, não disputará a Prefeitura.
Duarte disse ter conversado com o ex-governador que lhe delegou a missão de transmitir sua posição. Também está descartado o envolvimento da ex-primeira-dama do Estado, Gilda Maria dos Santos, no pleito.
"O compromisso dele é em 2010", disse Duarte, que este ano assume a liderança da bancada do PT na Assembléia Legislativa em lugar de Pedro Kemp, referindo-se à disposição de Zeca em postular o Senado.
Sem Zeca na disputa, segundo Duarte, o diretório municipal do PT deve discutir a indicação de um nome para enfrentar Nelsinho ou então apoiar uma candidatura alternativa. Um dos nomes lembrados, segundo ele, é o de Pedro Teruel.
Na entrevista, Duarte observou que quem tem buscado o apoio do PT é o deputado federal Dagoberto Nogueira, que tenta viabilizar sua candidatura pelo PDT, cuja legenda também faz parte da base aliada do prefeito.
"Essa discussão passa muito pelo diretório municipal, agora temos de ver quais as possibilidades", acrescentou.
O projeto de reeleição de Nelsinho deve contar, mais uma vez, com apoio de PSDB, DEM e PPS, entre outros partidos de menor expressão eleitoral.

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