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Política Terça-feira, 26 de Maio de 2015, 12:50 - A | A

Terça-feira, 26 de Maio de 2015, 12h:50 - A | A

Câmara

Oposição quer instalar Comissão Processante na quinta-feira

Sem liderança na Câmara Municipal pedido para analisar administração de Olarte será apreciado no Plenário

Alberto Gonçalves
Capital News

Alberto Gonçalves/Capital News

Professores na Camara Municipal

Professores lotam Plenário da Câmara Municipal novamente

A situação política do prefeito Gilmar Olarte está cada vez mais complicada na Câmara Municipal de Campo Grande. Durante a sessão desta terça-feira (26), o Plenário da Casa esteve lotado com professores da Rede Municipal em greve e a oposição conclamou a todos para na quinta-feira (28) estar no local para a votação de abertura de Comissão Processante. Além disso, o prefeito ficou sem líder entre os vereadores.

A oposição foi unânime ao classificar que as demissões de comissionados realizadas pela prefeitura na sexta-feira passada, apenas ajuda a crise financeira, mas de nada adiantou.

 

O vereador Alex do PT, disse que para haver realmente um equilíbrio na folha de pagamento ainda precisam ser demitidos perto de 500 comissionados. “Na época do Bernal havia cerca de 600 funcionários comissionados na prefeitura. Agora, na gestão de Olarte, deve ter 1,5 mil. Então, demitir esses 232 apenas ajuda, mas o ideal seria muito mais, ou seja, ainda restam perto de 500 a serem exonerados”, disse.

Divulgação/Agência Senado

Alex do PT Camara Municipal

Vereador Alex do PT durante sessão desta terça-feira na Câmara Municipal


O vereador ainda criticou o fato de a administração municipal não ter alguém no comando da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), na Secretaria da Educação e na própria liderança da Casa. “Não tem mais governo, acabou”, resumiu Alex.


O vereador Chiquinho Telles (PSD) utilizou a Tribuna e classificou como apressada a decisão de se formar uma Comissão Processante. Na opinião do vereador já existe uma CPI investigando a situação financeira, então não há necessidade de outra comissão. Chiquinho foi mais além dizendo que em caso de uma cassação do prefeito, quem assumiria e resolveria de imediato toda a situação de conflitos que existe na Prefeitura de Campo Grande.

O ex-líder do prefeito, vereador Edil Albuquerque (PMDB) que deixou a liderança acredita que em breve haverá um novo líder e citou alguns nomes que em sua opinião estariam aptos a ocupar o cargo, como os vereadores Carlão (PSB), Airton Saraiva (DEM) e Chiquinho Telles.

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