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Política Terça-feira, 14 de Abril de 2015, 12:03 - A | A

Terça-feira, 14 de Abril de 2015, 12h:03 - A | A

Cortes

Oposição julga insuficiente e sem significância cortes de 20% na folha dos comissionados

Kemila Pellin
Capital News

Deurico/Arquivo Capital News

Luiza

De acordo com a vereadora, o problemas está na quantidade de comissionados que a prefeitura tem atualmente

A vereadora Luiza Ribeiro (PPS), da oposição do prefeito Gilmar Olarte, comentou na manhã desta terça-feira (14) que o corte de 20% na gratificação de servidores comissionados para evitar demissões, anunciado no final da semana passada pelo prefeito, é insuficiente e não tem significância diante do déficit em caixa da prefeitura. De acordo com a vereadora, o mais relevante nesta situação é o prefeito admitir que fez contratações exageradas e sem limites. “O que importa é ele reconhecer que a prefeitura fez uma contratação de cargos comissionados completamente diversa do que está descrito na constituição e por isso nós já representamos uma ação no Ministério Público”, destacou a vereadora.


Luiza usou os governos anteriores para reforçar sua afirmação, destacando que ao final do governo Nelsinho Trad a prefeitura tinha 1100 comissionados, já o ex-prefeito Alcides Bernal, quando foi cassado, tinha 950 cargos comissionados. Segundo a vereadora, os parlamentares entendem que os números de comissionados deixados por Bernal não condiz com a realidade da prefeitura, uma vez que o ex-prefeito deixou de nomear muitos secretários adjuntos.


“A gente reconhece que o período do Bernal foi um período de contensão de cargos comissionados, mas não consideramos exagerado o número de cargos comissionados que tinha na gestão do Nelsinho. Só que desta vez, depois que o Olarte entrou, ele começou a fazer nomeações e hoje nós temos cerca de 2 mil cargos comissionados na prefeitura de Campo, entre eles, cargos por designações e isso gerou um gasto na folha de pagamento em torno de R$ 13 milhões”, explicou.


Já o líder do perfeito na Câmara, Edil Albuquerque (PMDB) defendeu que o prefeito está tentando achar soluções para os déficits de caixa sem precisar demitir ninguém. “Essa medida foi definida na secretaria de finanças para buscar alternativas de equalizar o caixa da prefeitura”, destacou Edil.


Saúde

Deurico/Arquivo Capital News

Edil

Edil defende que o problema da saúde é nacional


Em relação aos cortes de plantões que estão gerando filas nos postos de saúde e congestionando ainda mais este setor, o vereador defendeu que o problema não é “privilégio” de Campo Grande, mas sim um reflexo da crise na saúde do país. “Para mim o problema ta no nacional, o problema de saúde ta generalizado, mas graças a Deus ainda na saúde, não tem problema na falta de dinheiro, como existe em outros caixas”, destacou o vereador.


A vereadora Luiza por sua vez, comentou que os vereadores se reuniram com o prefeito e defenderam que seria arriscado fazer esse cortes, porque poderiam gerar problemas maiores e apontaram alternativas que poderiam aliviar as contas sem ter que cortar os plantões. “Junto com o Conselho Regional de Medicina, nós apontamos algumas saídas, entre elas a redução de designações de chefias de posto, que tem chefias com até sete designações e isso salta os salários de R$ 5mil para até R$ 12 ou R$ 17 mil”.


Luiza também destacou que os vereadores sugeriram que a prefeitura chamasse os médicos e outros profissionais que estão na folha de pagamento da saúde, mas prestam serviços em outros estados, assim como o fim do percentual maior para os médicos que estão no Centro Municipal Pediátrico (CEMP), que segundo ela chega a 300%, porém o prefeito optou por fazer os cortes de plantão.

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