A exoneração de 201 funcionários comissionados na gestão de Gilmar Olarte, realizada nesta sexta-feira (22), foi comentada por vereadores em oitiva do secretário municipal de Receita nesta segunda-feira na Casa de Leis.
De acordo com o vereador Paulo Pedra, a crise que a cidade atravessa é de gestão e não de arrecadação. Segundo dados da Assessoria da vereadora Luiza Ribeiro, que analisou o Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), a Secretaria Municipal de Administração (Semad) conta com 110 cargos de confiança e a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), 132. Por outro lado, a Secretaria Municipal de Receita (Semre) é das mais enxutas, com apenas 33 cargos comissionados, em sua maioria de carreira.
“A crise é política. Quanto ao corte dos comissionados, deve ser feito em pelo menos 50%, e não cortar quem está trabalhando”, afirmou o vereador.
As investigações sobre os supostos atos de improbidade de Gilmar Olarte culminaram no pedido de Comissão Processante, protocolado pelos vereadores Thaís Helena (PT), Alex do PT e Luiza Ribeiro (PPS).
Para a vereadora Thais Helena, a comissão irá adiante. “Estamos aguardando o procurador fazer o parecer e mandamos oficio para o TRE solicitando as suplências, porque eu, a Luiza e o Alex a gente fica impedido de votar porque a gente assinou”, afirmou.
Nesta terça-feira (26), é o prazo final para a Procuradoria Jurídica da Câmara Municipal apresentar seu parecer . Para que a Comissão Processante seja aberta são necessários os votos favoráveis de 20 vereadores.
“Acredito que vamos instalar. Os motivos são vários, de um monte de improbidades que o prefeito tem feito”, finalizou o vereador Paulo Pedra.


