A briga pelo cargo de conselheiro no Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul teve mais um desdobramento nada favorável a Antônio Carlos Arroyo, indicado por unanimidade pela Assembleia Legislativa e nomeado pelo governador André Puccinelli (PMDB), no Diário Oficial do Estado na quarta-feira (24) para a vaga a ser aberta pelo conselheiro José Ricardo Cabral.
Os conselheiros da corte fiscal conseguiram uma liminar na Justiça para derrubar a nomeação de Antônio Carlos Arroyo, expedida pela desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges suspendendo efeitos do Decreto de 23 de dezembro de 2014. Waldir Neves, Ronaldo Chadid, Marisa Serrano e Iran Coelho das Neves assinaram o pedido de anulação, que deve valer até o julgamento do mérito, que não tem data marcada.
A nomeação de Arroyo está cercada de polêmicas e reviravoltas. Ele foi indicado por Puccinelli, que junto ao presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, teria pressionado o TCE para enviar o pedido ainda na sua gestão como governador, para que Reinaldo Azambuja (PSDB), não fizesse outra indicação.
Irregularidades - Para que uma vaga seja aberta no tribunal, é necessário que José Ricardo Cabral seja aposentado. Seu pedido de aposentadoria deveria ser assinado por Ronaldo Chadid, que estava viajando quando os deputados fizeram a indicação de Arroyo antes do recesso parlamentar. Cabral atendeu a pressão e assinou o próprio pedido de aposentadoria, atitude considerada irregular pelo TCE, que solicitou a anulação do processo.
Arroyo já foi preterido em três ocasiões. Na primeira perdeu para Marisa Serrano, indicada pelo grupo de Puccinelli, que prometeu ajudá-lo em outra indicação. Nas outras vezes viu Osmar Jeronymo e Jerson Domingos ficarem com as vagas. A indicação de Arroyo também desagradou Edson Giroto (PR), que deixou o governo antes do tempo, dizendo-se injustiçado e traído.

