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Polícia Domingo, 02 de Agosto de 2026, 11:24 - A | A

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Operação Sentinela

Homem é investigado por produzir e armazenar material de abuso sexual infantil em Mato Grosso do Sul

Operação Sentinela cumpriu mandado de busca e apreensão e identificou possível violência contra uma criança de 11 anos

Elaine Oliveira
Capital News

Divulgação/PCMS

Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA)

Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA)

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) deflagrou uma nova fase da Operação Sentinela, em Corumbá, para combater crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes praticados no ambiente virtual.

A ação foi realizada com apoio da Delegacia Regional de Corumbá e teve como alvo um homem de 22 anos, técnico em eletrodomésticos, suspeito de armazenar grande quantidade de Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM).

Após meses de investigação no ambiente cibernético, a Polícia Civil identificou o investigado e cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência dele. Durante a análise inicial dos equipamentos eletrônicos apreendidos, os policiais encontraram indícios de que o suspeito não apenas armazenava arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil, mas também produzia material envolvendo uma criança de 11 anos.

Segundo a investigação, a vítima era fotografada pelo suspeito para a produção do conteúdo criminoso. A atuação policial permitiu interromper o ciclo de violência e encaminhar a criança para a rede de proteção, garantindo acompanhamento e adoção das medidas necessárias.

O investigado e os equipamentos apreendidos foram encaminhados à Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e Idoso (DAIJI) de Corumbá, onde serão realizadas novas diligências e análises periciais para identificar outros possíveis crimes, vítimas ou conexões com grupos criminosos.

A Polícia Civil destaca que o termo CSAM (Child Sexual Abuse Material) é utilizado internacionalmente para identificar materiais que registram violência sexual real contra crianças e adolescentes. A instituição reforça que a produção, armazenamento e compartilhamento desses arquivos prolongam a violência e a revitimização das vítimas.

Denúncias sobre exploração sexual infantil podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou em qualquer unidade policial. A participação da população é considerada fundamental para combater esse tipo de crime e proteger crianças e adolescentes.

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