A doação é facilitada, há benefícios para quem se dispõe a doar e, principalmente, para quem recebe o sangue, cada doador pode salvar até quatro pessoas com apenas uma bolsa de sangue. O Hemosul de Campo Grande registra uma queda de 10% no número de bolsas quando comparado com o ano passado com 2019.
Esta queda está diretamente ligada à pandemia, e, mesmo com o serviço funcionando normalmente e campanhas constantes incentivando a doação, o centro não conseguiu manter o fluxo do ano anterior. Neste momento há a falta de sangue O negativo, o mais utilizado nos hospitais da cidade, segundo o próprio Hemosul.
“É necessário que tomemos alguns cuidados antes da doação, principalmente neste momento de pandemia que estamos vivendo. Mas todos conhecemos alguém, seja próximo a nós ou a algum colega, que já precisou de doação de sangue, por isso não devemos deixar de fazer a doação”, explica o secretário municipal de Saúde, José Mauro.
Presidente do Instituto Sangue Bom, Carlos Alberto Resende, o ‘Professor Carlão’, é figura conhecida por levantar a bandeira da doação de sangue e relembra a importância desse gesto. “Durante o meu tratamento, o que me manteve bem para depois fazer o transplante de medula que eu precisava, eram as transfusões de sangue que eu recebia”, comenta.
De acordo com a assessoria, com a imunização contra o novo coronavírus em vigor, há a necessidade de aguardar um determinado período após o recebimento de uma das doses. O intervalo entre aplicação da dose e doação de sangue deve ser de 48 horas para a Coronavac e sete dias para Pfizer, AstraZeneca e Janssen.
Homens podem doar uma vez a cada 60 dias, respeitando o máximo de quatro doações por ano, e mulheres devem aguardar 90 dias entre as doações, com um limite de três transferências em 12 meses.

