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Política Terça-feira, 23 de Abril de 2013, 17:39 - A | A

Terça-feira, 23 de Abril de 2013, 17h:39 - A | A

Guerra fiscal: Delcídio acata emendas e adia votação do projeto sobre alíquotas de ICMS

Paulo Fernandes - Capital News (www.capitalnews.com.br)

A votação do relatório do senador Delcídio do Amaral (PT) sobre o Projeto de Resolução do Senado 001/2013, que trata da unificação das alíquotas do ICMS cobrado nas operações interestaduais, foi adiado para amanhã (24).

O adiamento da votação que deveria acontecer nesta terça-feira aconteceu porque o relator decidiu acatar algumas das emendas apresentadas ao texto e, com isso, foi feito novo pedido de vistas coletivas, adiando automaticamente a votação da matéria.

"Hoje tivemos a oportunidade de ouvir todos os senadores e senadoras, com ponderações pertinentes. Foram apresentadas 30 emendas dos quais acatei algumas, depois de analisar uma a uma. O PRS 001/2013, até por ter a federação toda envolvida, é um projeto difícil, complexo, polêmico. Por isso, em alguns pontos não haverá consenso e eles terão que ser resolvidas no voto. Aqueles senadores que tiveram suas emendas rejeitadas e que não se sentiram atendidos podem pedir vistas. Aí o senador Lindbergh Farias (presidente da CAE) é quem vai comandar o espetáculo. E nós vamos ajudá-lo a contrapor os argumentos, no que for necessário”, disse Delcídio.

Entre as emendas acatadas pelo relator está a que introduz especificações sobre as operações interestaduais com gás natural produzido no Brasil (sem qualquer alteração na cobrança do ICMS sobre o gás natural importado da Bolívia, toda destinada a Mato Grosso do Sul).

Outra emenda acatada determina que a unificação das alíquotas de ICMS não se aplica as prestações interestaduais de serviços de transporte aéreo de passageiros, cargas e mala postal.

Tem também uma emenda que considera como transferências obrigatórias do governo federal os Fundos de Compensação e Desenvolvimento que estão sendo criados agora para ressarcir os estados das possíveis perdas de arrecadação advindas da unificação das alíquotas.

“Os governadores do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, inclusive o governador André Puccinelli, podem ficar tranquilos. Estamos tomando todos os cuidados necessários a evitar que os estados, especialmente os de menor arrecadação, como é o caso de Mato Grosso do Sul, sofram qualquer tipo de prejuízo”, garantiu Delcídio.
A principal inovação do relator é a manutenção da alíquota de 7% para os produtos industrializados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além do Espírito Santo. A proposta inicial do governo , convertida no PRS 001/2013, era unificar gradualmente as todas alíquotas em 4% até 2025, com exceção os produtos da Zona Franca de Manaus e o gás natural, que teriam alíquota de 12%.
Delcídio manteve essas exceções e também a alíquota de 7% dos industrializados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para evitar prejuízos a arrecadação e garantir o desenvolvimento dessas regiões.

“Na medida que você caminha para a unificação das alíquotas você barateia o custo Brasil, gira a economia. O debate hoje é muito em cima de uma visão fiscalista e é natural que os estados briguem para não perder, mas essa discussão não pode ficar somente no caso das perdas. A gente tem que falar também o que representa a redução da carga tributária para a economia brasileira, e esses benefícios vão ser rapidamente percebidos por todas as unidades da Federação. A economia ganha com isso. O Brasil ganha com isso”, disse.

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