Desde as eleições do ano passado, a relação do PSDB com o PMDB não é a mesma. Antigos aliados em Mato Grosso do Sul, tucanos e peemedebistas já não falam a mesma língua, apesar de manterem uma relação de respeito. A explicação é simples: a ambição política dos dois partidos é conflitante.
Maior liderança tucana em Mato Grosso do Sul, o deputado federal Reinaldo Azambuja planeja disputar o Senado em 2014, mas sem descartar totalmente a possibilidade de concorrer ao Governo do Estado naquele ano. A definição passará pela necessidade de palanque de Aécio Neves, pré-candidato à Presidência da República.
Isso coloca novamente o PSDB em rota de colisão com o PMDB, que já tem pré-candidatos ao Governo e ao Senado. Ao Governo do Estado o candidato natural do PMDB é o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad. Para o Senado existem três nomes. A primeira opção é o governador André Puccinelli. Caso ele realmente opte por “cuidar dos netos”, entram na briga a vice-governadora Simone Tebet e o deputado federal Edson Giroto.
O rompimento da tradicional aliança e entre tucanos e peemedebistas começou em 2012 com o lançamento da candidatura de Reinaldo Azambuja à Prefeitura de Campo Grande e o apoio a Alcides Bernal (PP) contra Edson Giroto (PMDB) no segundo turno. Costumeiramente, o PSDB dava apoio aos candidatos peemedebistas.
Já no começo desse ano, o PSDB optou por enfrentar o candidato do PR, Waldeli dos Santos Rosa, na disputa pela presidência da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). Waldeli era apontado como o candidato do governo, comandado pelo PMDB.
Novamente, o PSDB venceu a disputa (por 47 votos a 31, além de um voto em branco) e passará a comandar a maior entidade política de Mato Grosso do Sul. A posse será na quinta-feira (31).
