O ex-assessor do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), José Eduardo Marzagão, vai recorrer à Justiça contra sua exoneração do Senado, determina na última semana pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o ex-assessor alega perseguição.
Marzagão foi quem gravou conversa com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, onde negociam uma tentativa de evitar o acordo de colaboração premiada de Delcídio. No áudio, o ex-assessor teria dito que Calheiros e o ex-presidente da República e ex-presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), teriam ofendido a presidente Dilma Rousseff (PT).
Isso teria motivado a exoneração de Marzagão, que nega ter mencionado tal assunto na conversa com Mercadante. O Senado justifica que a demissão foi por “quebra de confiança” devido às alegações de Marzagão.
“Eu vou recorrer da decisão porque eles alegam um fato que não é verdade. Eu nunca falei que Renan e Sarney xingaram a presidente. Ele [Renan] precisava de uma desculpa para me demitir, a pedido do governo, e embarcou nessa mentira”, afirmou o ex-assessor à Folha de S. Paulo.
O gabinete da presidência do Senado informou, por meio da assessoria de imprensa, na semana que Calheiros não teve motivos externos para exonerar Marzagão, rechaçando influência do Palácio do Planalto ou do Ministério da Educação. Funcionário de Delcídio há 13 anos, Marzagão continua assessorando o senador informalmente.
*Com informações do jornal Folha de S. Paulo


