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Política Quarta-feira, 11 de Maio de 2016, 11:14 - A | A

Quarta-feira, 11 de Maio de 2016, 11h:14 - A | A

Polêmica

Em MS, CPI do Cimi aprova relatório final e deputado apresenta questionamento

Reunião que aprovou relatório durou menos de seis minutos e teve a ausência de dois membros

Adriel Mattos
Capital News

Wagner Guimarães/Assembleia Legislativa

Em MS, CPI do Cimi aprova relatório final e deputado apresenta questionamento

Relatório será encaminhado para o governador Reinaldo Azambuja, Ministério Público e até para o Vaticano

Em uma reunião de menos de seis minutos, deputados estaduais da CPI do Cimi aprovaram na terça-feira (10) aprovaram o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o Conselho Indigenista Missionário. Porém, os outros membros do colegiado questionaram a aprovação sem a presença de todos.

Elaborado pelo relator da CPI, deputado Paulo Corrêa (PR), o documento de 222 páginas foi aprovado com o quórum mínimo. Os membros Pedro Kemp (PT) e Marcos Marcello Trad (PSD) não estavam presentes, e o petista apresentou requerimento para convocar sessão extraordinária para poder votar o relatório da comissão.

“Estranhamente, o relatório final foi aprovado numa sessão relâmpago. Durante todo o tempo que durou essa CPI aqui na Casa (Assembleia Legislativa) sempre foi dada tolerância de 10 a 15 minutos. Hoje, estranhamente começou no horário para a aprovação do relatório. A CPI foi instaurada com vício de ilegalidade com objetivo claro de criminalizar a entidade que apoia a causa indígena no Estado. Uma CPI não pode começar já julgando e condenando! Não concordo de forma alguma com o relatório do deputado Paulo Corrêa por falta de provas, produzido com base em ‘diz que me diz’, com base em achismos. Seria impossível acompanhar o voto do relator”, opinou Kemp. Trad também condenou a reunião e aprovação rápida, dizendo que ato “foi rasteiro”.

A Comissão irá enviar o relatório final para o governador do estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público, Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública do Mato Grosso do Sul, Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil, Presidência da República, Ministério da Defesa, Comissão Parlamentar de Inquérito da Fundação Nacional do Índio, e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, no Congresso Nacional, Senado Federal, Vaticano, Representação da Santa Sé no Distrito Federal e Agência Católica para o Desenvolvimento Exterior (CAFOD).

Aberto em setembro de 2015, o colegiado realizou 25 reuniões de trabalho e 36 depoentes passaram pelo plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).

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