As lideranças dos partidos na Assembleia Legislativa fecharam um acordo após muita discussão na manhã desta quinta-feira (18), para votar os projetos polêmicos que trancam a pauta de votação, entre eles a destinação de R$ 34 milhões para a conclusão do Aquário do Pantanal. Os outros projetos, um que iguala agentes tributários a fiscais de renda e outro que cria cargos na Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos), só serão votados no ano de 2015.
O deputado estadual Carlos Marum disse que a conclusão do Aquário é imprescindível, e que os recursos destinados à obra não serão retirados de outros setores, e espera que a destinação do dinheiro seja liberada para dar continuidade às obras. “Eu espero que a questão seja reavaliada, porque estamos deixando recursos em caixa suficientes para a conclusão do Aquário, e esses recursos não estão saindo da Saúde e da Educação, e sim de um fundo que existe para esse tipo de obra”, disse o deputado.
Também foi retirado da pauta de votação o projeto que extingue benefício financeiro a alguns setores da Polícia Militar, e a doação do Distrito Industrial de Dourados à Prefeitura. Outros projetos a serem votados são a reforma administrativa do Executivo, pretendida pelo governador eleito Reinaldo Azambuja e a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Carlos Marum também negou que o PMDB estivesse condicionando a reforma administrativa de Reinaldo somente se os projetos polêmicos fossem votados. “Eu tenho vontade de votar a reforma administrativa, acho que o Reinaldo tem direito de governar, mas agora nós temos que entrar num acordo para que os recursos arrecadados no governo de André Puccinelli sejam utilizados para a conclusão do aquário”, finalizou o deputado.

