Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008, 09h:30 -
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Delcídio afirma, há \"pessoas que tem história bastante duvidosa\"
Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)
O senador Delcídio do Amaral (PT-MS) criticou esta manhã, no programa Rui Pimentel na FM Capital, a forma como o governo do presidente Luiz Inácio da Silva, do seu partido, vem negociando espaços nas estatais com partidos aliados, como o PMDB. "Alguns chantagistas tentam se aproveitar... e o governo está entrando na chantagem", afirmou ele.
A crítica surge depois que da informação de que Jorge Zelada, ligado ao PMDB, deverá assumir a diretoria Internacional da Petrobras, substituindo Nestor Cerveró, que seria afilhado político do senador Delcídio Amaral (PT-MS). As mudanças decorrem da posse do novo ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA).
Segundo Delcídio, há "pessoas que tem história bastante duvidosa" e que estão sendo nomeados para áreas estratégicas de estatais, podendo comprometer o desempenhos dessas empresas. "Não é para ajudar o país, mas para atender projeto individual", condenou.
Considera que áreas estratégicas, como o setor de energia elétrica e gás, tem de ser comandada por gente com conhecimento técnico. "Tem de funcionar nas mãos de técnicos. Estamos passando da conta, colocando em cheque determinados serviços", afirmou o senador, lembrando que o momento atual é difícil na área de energia. "Chove pouco nos reservatórios das grandes usinas. Precisamos de medidas fortes e tem sem número de negociações aí colocando gente que não conhece o setor", disse.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, tem se posicionado bem, na opinião de Delcídio, mas sem conseguir barrar essas negociações políticas que podem prejudicar as estatais. "A ministra Dilma compartilha dos mesmos princípios. É executiva competente e sabe que não pode brincar com áreas estratégicas", observou o senador petista.
Garante que sua briga é absolutamente técnica. Negou que tivesse indicado diretamente Servero para a diretoria Internacional da Petrobras. "Tenho muitas relações no setor de petróleo e gás. Não interferi na nomeação deles. Mas defendo a meritocracia. Algumas áreas do governo não pode prescindir de pessoas qaue tenham competência técnica", argumentou.