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Política Terça-feira, 30 de Maio de 2017, 13:33 - A | A

Terça-feira, 30 de Maio de 2017, 13h:33 - A | A

Receita dos Municípios

Congresso vota veto à lei que prevê receita do ISS no local de compra

Deputados e senadores se reúnem hoje (30) para analisar veto

Maisse Cunha
Capital News

Jonas Pereira/Agência Senado

Congresso aprova Orçamento para 2017

Para formular os vetos, foram ouvidos os Ministérios da Fazenda e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Deputados e senadores se reúnem hoje (30), às 19h30, em sessão do Congresso Nacional, para analisar 17 vetos, entre os quais, o veto parcial à Lei 157/2016, que prevê a arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) no local de consumo do serviço. A Assomasul aprovada a derrubada do veto.
 
O presidente do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB), ao convocar a reunião, lembrou o compromisso firmado com os prefeitos, na última Marcha Nacional, ocorrida há duas semanas, de analisar a matéria.

"Essa é uma matéria extremamente importante para os municípios brasileiros. Já, inclusive, tive oportunidade, numa conversa institucional com o presidente da República, de lhe comunicar que havia um movimento nesse sentido da derrubada do veto, e, mesmo assim, democraticamente, cumprindo o meu papel institucional e cumprindo o meu compromisso para com os prefeitos do Brasil, eu iria pautá-lo. E farei isso de ofício para a próxima terça-feira, havendo a reunião já convocada do Congresso Nacional, com anuência do presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Rodrigo Maia", disse Eunício, na sessão do Senado da última quinta-feira (25).

O dispositivo vetado por Michel Temer transfere a cobrança do ISS, atualmente feita no município do estabelecimento prestador do serviço, para o município do domicílio dos clientes de cartões de créditos e débito, leasing e de planos de saúde. Essa alteração da tributação para o domicílio do cliente é uma antiga reivindicação de prefeitos.

No entanto, o Executivo avaliou que a mudança traria “uma potencial perda de eficiência e de arrecadação tributária, além de redundar em aumento de custos para empresas do setor, que seriam repassados ao custo final”, ou seja, ao consumidor. Para formular os vetos, foram ouvidos os Ministérios da Fazenda e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

 

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