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Política Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014, 15:23 - A | A

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014, 15h:23 - A | A

Câmara cria comissão para negociar energia elétrica para Cidade de Deus

Luciana Recio - Capital News (capitalnews.com.br)

Em audiência, realizada na manhã desta quarta-feira (15), os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande, discutiram sobre o desligamento da energia elétrica dos moradores da favela Cidade de Deus, no bairro Dom Antonio, desde o dia 11 de setembro.

Uma comissão foi formada por representantes da Prefeitura de Campo Grande, da Câmara Municipal, da empresa Energisa e de moradores da favela Cidade de Deus, com o objetivo de negociarem o impasse com o Ministério Público Estadual (MPE). A reunião ainda não tem data definida.

Durante a audiência, a empresa Energisa, justificou que a energia elétrica da favela Cidade de Deus foi desligada porque a rede estava sobrecarregada, devido a diversas ligações clandestinas, o que teria causado incêndio em alguns barracos. Já os moradores clamaram pelo religamento da energia elétrica, destacando que no local a sensação térmica nos últimos dias tem chegado a 60º C.

Na ocasião, o diretor técnico comercial da Energisa, Marcelo Vinhaes Monteiro, explicou que “fizemos 20 reuniões antes de chegar aonde chegou. Não foi uma atitude repentina, discutimos muito, mas a coisa não teve evolução. Por questões de segurança houve o desligamento da energia no bairro Cidade de Deus, após um incêndio que comprometeu a rede elétrica. Precisamos do apoio da Prefeitura, eu preciso do terreno regularizado para poder fazer a instalação elétrica. O terreno lá é uma área de preservação ambiental, lá é o centurão verde de Campo Grande, não tenho como religar essa área agora. Só vou poder religar se tiver uma autorização temporária dos órgãos competentes, com anuência do Ministério Público, daí faremos uma rede mais segura”, explicou.

O secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, João Alberto dos Santos revelou que a Semadur está tendo problemas com a Energisa com relação a poda de árvores. “Estamos tendo alguns problemas com a poda das árvores do aro rede, não estamos tendo sucesso com isso e queremos exigir uma melhora nisso, pois o serviço continua insuficiente, não está adequado, temos que fazer uma nova tratativa sobre isso”, disse.

Acerca do caso da Cidade de Deus, o secretário João Alberto afirmou ainda que “ali é área invadida, com bastante fragilidade ambiental, considerando o entorno daquela área, que tem o aterro sanitário, a estação tratamento de esgoto, uma BR, além de empresas instaladas que precisam estar naquela região. Será feita uma cortina arbórea para melhorar as condições daquela região e melhorar a proteção para quem fica no Pedro Teruel. A Prefeitura não vai agir de maneira truculenta. Na primeira quinzena de novembro o prefeito Gilmar Olarte vai anunciar as medidas que serão tomadas, estão tomando providências para preparar essas áreas para propiciar uma condição melhor de moradia. Não podemos levar para casas da EMHA pessoas que invadem áreas públicas, elas são impedidas de receberem casas populares, a lei nos impede, e se fizermos isso o Ministério Público nos imputaria responsabilidade”, explanou.

O gerente de serviços da Energisa, Ercílio Diniz Flores destacou que a Energisa assumiu o controle do Grupo Rede em abril deste ano e atende 74 municípios de Mato Grosso do Sul. “Na Enersul temos 925 mil clientes, aqui são 1.089 funcionários. Atendemos uma área de 328 km². Em todo país a empresa conta com 10 mil colaboradores e 6 milhões de clientes”, disse.
 

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