A reforma agrária de Mato Grosso do Sul tornou-se referência nacional a partir de uma proposta apresentada pela União Geral dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul (UGT-MS) em 2018. A iniciativa surgiu com o objetivo de aproveitar as áreas de expansão criadas nos assentamentos rurais após mudanças na legislação ambiental aplicável à agricultura familiar.
Com a alteração das regras, que reduziram a extensão das áreas destinadas à reserva legal, a entidade, coordenada por Sandra Maria e Adão de Souza Cruz — lideranças sindicais reconhecidas pela atuação em defesa da reforma agrária — apresentou ao Governo Federal uma proposta para utilizar essas áreas e ampliar o número de famílias beneficiadas pelos programas de assentamento.
Assessoria
Sandra Maria destaca proposta de Mato Grosso do Sul que passou a ser referência nacional no debate sobre reforma agrária.
A iniciativa representa uma alternativa para impulsionar a reforma agrária em Mato Grosso do Sul, onde aproximadamente 20 mil famílias ainda aguardam acesso à terra. O modelo desenvolvido no Estado passou a ser considerado uma referência para outras regiões do país na busca por soluções voltadas à inclusão social e ao fortalecimento da agricultura familiar.
Fortalecido pelas mobilizações sociais em defesa da reforma agrária, Mato Grosso do Sul deverá assentar, nesta primeira etapa, cerca de mil famílias. A medida já foi viabilizada por meio da publicação de editais que abriram vagas em 26 assentamentos rurais do Estado.
A expectativa é que, até o final do ano, outras duas mil famílias também sejam contempladas, ampliando significativamente o número de beneficiários do programa.
Segundo Sandra Maria, esse avanço também é resultado da atenção dedicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao tema. De acordo com ela, durante as duas visitas realizadas a Mato Grosso do Sul neste ano, o presidente reservou espaço em sua agenda para discutir e acelerar os processos relacionados aos assentamentos nas áreas de expansão.
Outro aspecto destacado pela dirigente sindical é a eficiência na aplicação dos recursos públicos. Como as áreas de expansão já integram assentamentos anteriormente constituídos, torna-se possível ampliar o número de famílias atendidas sem a necessidade de aquisição de novas terras, reduzindo custos e aumentando o alcance das políticas públicas voltadas à reforma agrária.
Para os defensores da proposta, o modelo combina inclusão social, fortalecimento da agricultura familiar e melhor aproveitamento dos investimentos públicos, consolidando Mato Grosso do Sul como uma das principais referências nacionais na implementação de novas estratégias para a reforma agrária.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.

