Após reunião com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), na tarde desta terça-feira (21), em Brasília, o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou que a parlamentar não aceitou o convite para compor, como candidata a vice-presidente, a chapa do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, o objetivo político da senadora é disputar a Presidência do Senado Federal.
“Não. Ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que esse é o objetivo dela”, respondeu Valdemar à CNN, ao ser questionado se houve avanço nas negociações com a líder do PP no Senado.
Nos bastidores do partido, a expectativa é de que Flávio Bolsonaro tenha sua candidatura oficializada neste sábado (25), ainda sem a definição do nome que ocupará a vaga de vice-presidente. O nome de Tereza Cristina vinha sendo cogitado para ampliar o diálogo da campanha com o eleitorado feminino, segmento em que o senador enfrenta maior dificuldade de penetração.
Em entrevista concedida nesta terça-feira (21), Valdemar voltou a afirmar que a prioridade política da ex-ministra da Agricultura é disputar o comando do Senado Federal.
“Ela me disse hoje que é candidata à Presidência do Senado, que vai disputar a presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”, reforçou.
Apesar de não contar com Tereza Cristina na chapa presidencial, o presidente nacional do PL afirmou acreditar no apoio do PP (Progressistas) durante as eleições deste ano.
Além do Progressistas, Valdemar citou possíveis alianças com outras legendas, como Republicanos e Podemos, além de conversas em andamento com integrantes do PSDB em Minas Gerais.
“Nós temos várias coligações com o PP nos estados. Nós temos muitas coisas com o PP-União Brasil. Nós temos muitas alianças nos estados com o Republicanos, estamos conversando com o Podemos também. O pessoal de Minas está conversando com o PSDB. Temos interesse em muitos partidos”, declarou.
Segundo o dirigente partidário, as negociações ainda não estão totalmente consolidadas porque parte das legendas manifestava preferência por apoiar uma eventual candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se tornou inelegível após condenação em novembro de 2025.
Após a definição de Flávio Bolsonaro como nome escolhido pelo ex-presidente para disputar a Presidência da República, o PL passou a intensificar as articulações políticas para ampliar sua base de apoio.
Valdemar afirmou ainda que se reuniria com Flávio Bolsonaro e com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, para discutir os próximos passos das negociações.
“O Flávio não estava preparado para ser candidato. Ele foi escolhido pelo Bolsonaro e ainda não havia estruturado um trabalho voltado para uma candidatura presidencial. Agora é que estamos conseguindo avançar nesse assunto. Vou ter uma reunião hoje à tarde com o Flávio e com o Rogério Marinho para discutir isso. Vamos conversar com os outros partidos, estamos conversando”, concluiu.
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