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Política Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 10:22 - A | A

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Política

Troca de partidos deve redesenhar bancadas na Assembleia Legislativa

Articulações políticas já indicam possíveis mudanças em siglas como PSDB, PL e PP, podendo alterar o equilíbrio de forças no Legislativo estadual

João Gabriel Vilalba
Capital News

Começou nesta quinta-feira (5) a abertura da janela partidária. Nesse período de intensas negociações, deputados estaduais podem trocar de partido sem risco de perder o mandato. O movimento, conhecido como “troca de cadeiras”, deve alterar o protagonismo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Buscando se fortalecer no Estado, o Partido Liberal (PL) pode assumir protagonismo antes ocupado pelo PSDB. Além disso, outros três partidos podem ficar sem representação na Casa de Leis a partir de 3 de abril.

Dos seis tucanos que atualmente compõem a bancada na Assembleia, apenas dois podem permanecer. No caso de Paulo Corrêa (PSDB) e Mara Caseiro (PSDB), ambos devem decidir apenas em abril, mas já demonstraram sinais de que podem deixar o partido para se filiar ao PL.

Outros que também devem sair do PSDB são os deputados Jamilson Name e Zé Teixeira. Ambos estiveram em negociações com o PL, porém apenas Zé Teixeira deve se filiar ao PL ou ao PP, decisão que deve ocorrer no fim do mês, já que o parlamentar busca opções no cenário político consideradas menos radicais. Já Jamilson Name deve se filiar ao Partido Progressistas (PP).

Conforme apurado pelo Capital News, os deputados Pedro Caravina (PSDB) e Lia Nogueira (PSDB) devem permanecer no partido. No entanto, há conversas para que o PSDB de Mato Grosso do Sul se fortaleça e forme uma aliança com o governador Eduardo Riedel (PP). Esse cenário ainda pode mudar durante o período da janela partidária.

Para o PSDB no Estado, a força da bancada federal e da representação no Legislativo estadual é vista como estratégia para fortalecer alianças e manter relevância no cenário político local.

Já o Partido Liberal, que aposta em ampliar sua presença em Mato Grosso do Sul, deve receber a filiação do deputado estadual Márcio Fernandes (MDB), que anunciou que deixará o Movimento Democrático Brasileiro.

Segundo o PL, também há negociações com os deputados Mara Caseiro (PSDB) e Paulo Corrêa (PSDB). Nesse movimento conhecido como “dança das cadeiras”, o deputado Lucas de Lima (sem partido), que se desfiliou do PDT (Partido Democrático Trabalhista), pode retornar ao PL. Coronel David e Neno Razuk devem permanecer na legenda.

Ainda no PL, o deputado João Henrique Catan pode deixar o partido para disputar o governo do Estado. A expectativa é de que ele se filie ao Partido Novo.

Mais movimentações

As mudanças partidárias também podem alterar o protagonismo de outras siglas na Assembleia Legislativa. O Podemos, por exemplo, pode perder seu único representante, o deputado estadual Rinaldo Modesto, que negocia filiação ao União Brasil.

Situação semelhante pode ocorrer com o PSD e o PSB, que também correm o risco de ficar sem representantes. Isso porque a saída do deputado Paulo Duarte é considerada praticamente certa para o PSDB.

No caso do PSD (Partido Social Democrático), o deputado estadual Pedro Pedrossian Neto também pode deixar a legenda, após receber convites do PSDB e do Republicanos.

Já o deputado estadual Lidio Lopes (sem partido) pode se filiar ao PP, partido de sua esposa e prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP). Outras possibilidades analisadas são o Avante e o Republicanos.

O único partido que não deve registrar mudanças é o Partido dos Trabalhadores (PT), que mantém três deputados na Assembleia: Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane.

No caso do União Brasil e do Republicanos, as bancadas seguem com Antonio Vaz e Roberto Hashioka, respectivamente.

Outros que permanecem em suas legendas são os deputados Gerson Claro e Londres Machado, ambos do Progressistas (PP). Já a bancada do MDB continuará com Junior Mochi (MDB) e Renato Câmara (MDB).

Com todas essas possíveis mudanças, a bancada do PL, que atualmente conta com três parlamentares, pode chegar a sete deputados estaduais. Já o Progressistas pode ampliar sua representação, enquanto o PSDB corre o risco de ficar com apenas três parlamentares.

Janela partidária

Para cargos como presidente da República, senadores e governadores não existe janela partidária. Nesses casos, a eleição é majoritária, ou seja, não há quociente eleitoral e vence o candidato que obtiver mais votos.

Nas eleições de 2026, os eleitores irão escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais — no caso do Distrito Federal.

O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro, enquanto o segundo turno, onde houver, será realizado em 25 de outubro.

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