Valter Campanato/Agência Brasil

Presidente nacional PL, tenta restabilizar o partido após atrito entre Michele e Flávio Bolsonaro
Os pedidos públicos de desculpas entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro fizeram o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, respirar mais aliviado. Segundo ele, a ex-primeira-dama aguardava uma manifestação pública do senador para voltar a participar da campanha presidencial deste ano.
"Ela [Michelle] me disse que queria uma manifestação pública, porque as outras do Flávio não foram tão boas", afirmou Valdemar.
Nesta quinta-feira (23), Flávio publicou um vídeo nas redes sociais em que faz um novo pedido de desculpas à ex-primeira-dama e renova o convite para que ela participe da campanha.
Na gravação, o senador afirma que "ninguém é perfeito", diz que nunca teve a intenção de desrespeitá-la e pede que a militância deixe as divergências para trás. "Michelle, renovo aqui o convite para caminharmos juntos", declarou.
Reprodução/Redes Sociais
Michelle aceita desculpas de Flávio e ambos pedem união pelo grupo político
Após o pedido de desculpas, Michelle compartilhou um vídeo em que aceita as desculpas do senador. A ex-primeira-dama afirmou que é preciso que ambos sentem para "ajustar os detalhes" da reconciliação.
Em entrevista ao portal G1, Valdemar confessou que Michelle deseja participar da campanha eleitoral e reconheceu que a ausência da ex-primeira-dama tem impacto direto na candidatura de Flávio Bolsonaro.
Na avaliação do dirigente partidário, Michelle possui "prestígio, carisma e voto", e o fato de estar afastada da campanha alimenta dúvidas sobre a unidade do grupo político.
Crise na família Bolsonaro
A crise entre Flávio Bolsonaro e Michelle veio a público em junho, quando a ex-primeira-dama publicou vídeos nas redes sociais afirmando ter sido maltratada e humilhada pelo senador durante uma discussão sobre alianças políticas no Ceará. Após a repercussão do caso, Flávio chegou a pedir desculpas, mas Michelle permaneceu afastada da campanha.
O novo apelo público acontece em um momento de tentativa de reorganização da pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Após semanas marcadas pelo desgaste político e pelo afastamento da ex-primeira-dama, pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana apontou que 55% dos brasileiros acreditam na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 25% apostam na vitória do senador do PL.
Para aumentar os desafios eleitorais do pré-candidato, a Federação União Progressista, o Republicanos e o Podemos anunciaram que devem adotar uma posição de neutralidade nas eleições presidenciais deste ano, afastando-se de um eventual apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Sem alianças partidárias formalizadas até o momento, o pré-candidato do PL caminha para a formação de uma chapa pura.
A postura das legendas inviabiliza, ao menos neste momento, nomes como Daniella Marques (Republicanos) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para compor a chapa presidencial como candidata à vice-presidência.
A senadora sul-mato-grossense revelou ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que seu principal objetivo político é disputar a presidência do Senado Federal, descartando, neste momento, a possibilidade de integrar uma chapa presidencial.
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