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Legislativo Sábado, 03 de Outubro de 2026, 15:01 - A | A

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Política

Vereadora propõe frente parlamentar contra exploração sexual em Dourados

Proposta prevê acompanhamento de políticas públicas e atenção especial a mulheres e meninas indígenas

João Gabriel Vilalba
Capital News

Rayane Lacerda/CMD

Liandra apresentou proposta durante sessão ordinária da última segunda-feira (28)

Liandra apresentou proposta durante sessão ordinária da última segunda-feira (28)

A vereadora Liandra da Saúde (PSDB) propôs aos demais vereadores a criação de uma “Frente Parlamentar de Enfrentamento à Exploração Sexual e às Violências Sexuais contra Mulheres, Crianças e Adolescentes”, com atenção especial às mulheres e meninas indígenas e às pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo a presidente do Legislativo, existem relatos de casos de exploração sexual e violência contra mulheres no município de Dourados, principalmente nas aldeias indígenas. Muitos desses casos, conforme destacou, não são denunciados ou divulgados, o que reforça, na avaliação da vereadora, a necessidade de maior atuação do poder público na apuração das ocorrências e na adoção de medidas de proteção às vítimas.

“Há denúncias e relatos que precisam ser tratados com seriedade, responsabilidade e respeito às vítimas. Estamos assumindo um compromisso com as mulheres, com as nossas crianças e adolescentes, com os povos indígenas e com todas as pessoas vítimas ou vulneráveis ao tráfico de pessoas e à exploração sexual. Não podemos fechar os olhos para uma realidade que muitas vezes acontece em silêncio”, afirmou a vereadora durante o uso da tribuna.

“Por trás de cada vítima existe uma história, uma família, uma vida que precisa ser protegida e, muitas vezes, reconstruída. Exploração sexual não é escolha. O tráfico de pessoas não é oportunidade. São formas de violência e violações de direitos, e são crimes”, completou.

Segundo Liandra, a proposta tem como objetivo acompanhar políticas públicas, reunir informações oficiais sem expor as vítimas, cobrar providências e encaminhar eventuais indícios às autoridades competentes.

A frente, conforme a proposta, não deverá interferir diretamente nas investigações policiais, na atuação do Ministério Público ou no trabalho dos serviços especializados.

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