A rejeição de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal segue repercutindo nos corredores do Senado. Dos três senadores de Mato Grosso do Sul, dois votaram contra a indicação.
Os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) se posicionaram contra a indicação. Já Soraya Thronicke (PSB) foi a única favorável ao nome de Messias e, inclusive, participou de reuniões durante a sabatina.
Nas redes sociais, Tereza Cristina classificou a decisão como histórica.
“Uma vitória importante das oposições e um recado claro: definir a composição do Supremo é dever do Senado, que reafirma sua autonomia”, afirmou.
Nelsinho Trad, por sua vez, destacou que a decisão seguiu o rito democrático.
“Em uma democracia, o Parlamento tem voz, responsabilidade e independência”, disse.
Já Soraya Thronicke não concedeu entrevistas e, segundo sua assessoria de comunicação, não deve comentar o assunto. A senadora apareceu abatida em imagens no Senado após a decisão.
Entenda
O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.
O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.
Tais mudanças devem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
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