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ALEMS

Deputada cobra esclarecimentos sobre conflito em área indígena de Amambai

Gleice Jane questiona atuação da Polícia Militar após confrontos

João Gabriel Vilalba
Capital News

Após vídeos circularem nas redes sociais mostrando conflitos agrários na Reserva Indígena Limão Verde, em Amambai, a deputada estadual Gleice Jane (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (29), para alertar os parlamentares sobre a situação. Ela também questionou a atuação da Polícia Militar durante os episódios registrados no fim de semana.

A Reserva Indígena Limão Verde, localizada entre os municípios de Amambai e Coronel Sapucaia, é palco de tensões agrárias envolvendo retomadas de terras por indígenas Guarani e Kaiowá. A região tem histórico de redução territorial — de cerca de 2 mil para 668 hectares — e voltou a registrar conflitos recentes relacionados à ocupação da Fazenda Limoeiro.

Durante o pronunciamento, a parlamentar cobrou esclarecimentos do secretário de Segurança Pública, José Carlos Videira, sobre a atuação das forças policiais. Entre os pontos levantados estão a transparência das informações, os protocolos operacionais adotados e as ações realizadas durante o conflito ocorrido entre os dias 25 e 26.

A área da Reserva Limão Verde foi criada por decreto estadual em 1928, a partir de solicitação do então Serviço de Proteção ao Índio (SPI), com extensão original de 2 mil hectares. Com o avanço de propriedades rurais, o território atualmente ocupado por indígenas foi reduzido para 668 hectares.

De acordo com informações apresentadas, cerca de 80 famílias indígenas retomaram, entre a noite de sábado (25) e a madrugada de domingo (26), parte da Fazenda Limoeiro. A área é sobreposta ao tekoha Tapykora Korá e está situada no limite da reserva, na região rural entre Amambai e Coronel Sapucaia.

Críticas à segurança pública

Em seu discurso, Gleice Jane também criticou a política de valorização dos profissionais da segurança pública que atuam em conflitos agrários.

“Perguntado sobre o que foi feito pelos servidores da segurança, o governador Eduardo Riedel respondeu que era para estudar. Eu estudei e comprovei que não foi feito nada, apenas o reajuste de 3,81%”, afirmou a deputada.

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