O presidente da Câmara de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), manifestou preocupação com o pagamento das próximas três folhas salariais do município, referentes a dezembro, 13º e janeiro. “Agora, neste momento, não há muito espaço de manobra. O orçamento estourou, infelizmente”, afirmou. Para ele, a prioridade é garantir o cumprimento desses pagamentos.
Segundo o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do 5º bimestre, publicado no Diário Oficial, 99,94% da arrecadação dos últimos 12 meses já foi consumida pelas despesas correntes, deixando praticamente nenhum espaço para novos investimentos. A prefeita Adriane Lopes tem reforçado que o 13º salário está garantido, mas o cenário fiscal segue pressionando a gestão municipal.
Papy explicou que a queda na arrecadação combinada ao aumento das despesas, incluindo acordos salariais antigos, exigem cautela. “Desde a virada do semestre, a arrecadação caiu e as despesas aumentaram muito. É preciso melhorar os mecanismos de arrecadação e colaborar naquilo que o município tiver de cortes”, disse, destacando a necessidade de uma estratégia responsável.
Diante da situação, a Prefeitura já acionou o Plano de Emergência Financeira, o chamado “gatilho fiscal”, com medidas como suspensão de novas contratações, revisão de contratos e cortes de despesas essenciais. Papy alertou que o pacto firmado com o Tesouro Nacional para equilibrar as contas só terá efeitos concretos no próximo ano. “O momento exige prudência política e respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. Não é assunto para jogar para a plateia”, finalizou.
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