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ALEMS

Mochi cobra explicações sobre dívida bilionária de servidores 

Deputado cobra dados para renegociação de juros dos consignados

João Gabriel Vilalba
Capital News

Luciana Nassar

Deputado Júnior Mochi em sessão plenária na Alems

Deputado Júnior Mochi em sessão plenária na Alems

O deputado Júnior Mochi (MDB) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) pedindo informações ao Governo do Estado para que explique quais instituições são credoras de consignados aos servidores públicos de diversas categorias, a fim de possibilitar a negociação de melhores taxas de juros.

“Há dois anos eu fiz requerimento, reiterei e tenho solicitado os dados do montante do superendividamento. Recentemente recebi parte das informações e ainda precisamos saber quais são as instituições e quais juros praticam, para estabelecermos ações após esse diagnóstico e, assim, reduzir o superendividamento. Acompanho as categorias no sentido de adequações ao seu estatuto, para que possam corrigir distorções em suas tabelas e alcançar melhorias. Eu digo que temos que dar passos para frente”, ressaltou.

Em fevereiro deste ano, Mochi disse que o Governo do Estado respondeu a um ofício revelando que há um total de R$ 9,3 bilhões em dívidas atreladas à folha de servidores estaduais de Mato Grosso do Sul.

Para isso, o deputado ressaltou que, com a redução do superendividamento e a negociação de juros, sobram mais recursos aos servidores para a melhoria da qualidade de vida. “Afinal de contas, o Estado existe e presta serviço por meio dos servidores. A partir do momento em que o endividamento diminui, sobra mais para a manutenção do dia a dia. É fundamental reduzir o total do débito”, disse Mochi.

Da mesma forma, o deputado João Henrique Catan (Novo) concordou e ainda questionou o endividamento da máquina pública.

“Vejo o esforço para explicar aquilo que é possível fazer e sua capacidade de interlocução, mas temos que trazer para o plenário desta Casa o endividamento real do Estado. Estivemos denunciando o Governo e agora estamos vendo, com as propostas concretas, que o Estado está, sim, em dificuldade financeira, por exemplo, quando vemos aumento para comissionados e nada para os efetivos. Já estamos vendo que a base do Governo vai pedir vistas do pedido de informação do programa Regularize Já”, afirmou.

Mochi reiterou que é importante fazer a discussão, tentando encontrar caminhos para estabelecer consenso e avançar. “Eu já tive a oportunidade de advogar às categorias. Precisamos achar mecanismos e verificar as possibilidades reais para que o servidor esteja em condições de prestar um excelente serviço em favor do cidadão”.

O deputado ainda aproveitou a fala para registrar apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal para apurar denúncias relacionadas à Operação Compliance, que investiga um desvio bilionário envolvendo o Banco Master.

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