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Assembleia Legislativa

Invasão em fazendas de Sidrolândia provoca embate entre deputados na ALEMS

Zé Teixeira e Coronel David cobraram punição aos responsáveis pela depredação; Pedro Kemp rejeitou associação do caso ao PT e citou documento assinado por caciques

João Gabriel Vilalba
Capital News

A invasão e a depredação registradas nas fazendas Água Clara e São Sebastião, em Sidrolândia, repercutiram nesta terça-feira (16) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). Durante a sessão, deputados classificaram o episódio como uma "barbárie" e defenderam a responsabilização dos envolvidos.

O deputado Zé Teixeira (PL) lamentou a destruição do patrimônio das propriedades rurais e cobrou investigações sobre o furto de máquinas, veículos e outros equipamentos.

"Ali havia história. Havia quadros na parede. Se amanhã, por decisão da Justiça, essas áreas forem desapropriadas, seria um patrimônio que os próprios indígenas poderiam utilizar. Mas destruíram tudo. Foi uma barbárie o que aconteceu em Sidrolândia. Roubaram três máquinas, retroescavadeira, jipe, caminhão e insumos. Isso não pode ser aceito. Se os Estados Unidos classificaram o PCC como organização terrorista, eu considero que o que aconteceu em Sidrolândia foi um ato terrorista, sem qualquer ordem jurídica", afirmou.

Segundo o parlamentar, os responsáveis pela invasão, pelos furtos, pela depredação e pela eventual receptação dos equipamentos devem responder criminalmente.

"Quem liderou esse movimento tem que ser responsabilizado. Não importa partido político. O produtor estava ali havia mais de 50 anos. Agora estamos vivendo um momento de desordem", declarou.

Coronel David cobra punição

O deputado Coronel David (PL) também defendeu punição rigorosa aos responsáveis pelos atos registrados nas propriedades.

"O que deve prevalecer é a punição aos verdadeiros culpados e o respeito ao direito à propriedade privada, independentemente de cor ou ideologia", afirmou.

Pedro Kemp rebate associação ao PT

Em aparte, o deputado Pedro Kemp (PT) contestou as declarações que relacionavam o episódio ao Partido dos Trabalhadores.

"Quero saber o que isso tem a ver com o PT. Foram indígenas de direita. Tenham mais responsabilidade ao fazer esse tipo de afirmação. Não há qualquer relação com o Partido dos Trabalhadores. O deputado Zeca do PT esteve no local e constatou que se tratou de uma ação isolada", disse.

Documento de caciques

Ainda durante a sessão, o deputado Zeca do PT (PT) informou ter encaminhado requerimento à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), solicitando investigação sobre a invasão e a depredação das propriedades.

Segundo o parlamentar, o pedido foi acompanhado de um documento assinado por nove caciques da região, que também defendem a apuração dos fatos e a identificação dos responsáveis e dos possíveis mandantes da ação.

"Segundo os caciques, ninguém da comunidade tinha conhecimento da ação. Eles próprios pedem a investigação. Reafirmo meu compromisso com a luta pela demarcação de terras indígenas, mas não concordo com a depredação. Também considero estranho o comportamento da Segurança Pública, já que, em outro conflito ocorrido em Amambai, um indígena morreu e nenhuma providência semelhante foi adotada", afirmou.

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