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Sessão

Audiência debate soluções emergenciais para saúde em Campo Grande

Hospitais da capital enfrentam desafios significativos

Viviane Freitas
Capital News

Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

Vereadores debatem em audiência problemas na saúde em Campo Grande

Vereadores debatem em audiência problemas na saúde em Campo Grande

A Câmara Municipal de Campo Grande realizou uma audiência pública para debater o colapso da saúde na capital. Pacientes, representantes de hospitais, profissionais de saúde, além de integrantes do Ministério da Saúde e da Secretaria Municipal participaram do encontro, que discutiu a responsabilidade administrativa e possíveis medidas extraordinárias de intervenção estadual ou federal.

O cenário apresentado revela dificuldades estruturais e assistenciais graves, incluindo superlotação em unidades de pronto atendimento, escassez de medicamentos e insumos, paralisação parcial da atenção primária e fragilização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Relatórios do Conselho Municipal de Saúde também apontam irregularidades que comprometem a segurança de usuários e trabalhadores.

Hospitais da capital enfrentam desafios significativos. O Hospital Regional continua atendendo demandas de urgência e emergência, mas a gestão enfrenta limitações operacionais. A Santa Casa de Campo Grande lida com dificuldades financeiras e contratuais há dois anos, e experiências passadas de intervenção mostram que essa medida exige planejamento rigoroso e responsabilidade administrativa.

O Fórum das Entidades Representativas dos Usuários de Saúde apontou que há leitos ociosos em hospitais conveniados, como o Hospital Universitário e o Hospital do Câncer, mas sem recursos para utilização. Além disso, os profissionais de saúde enfrentam condições de trabalho difíceis, com falta de insumos básicos e até necessidade de arcar com itens essenciais, como material de limpeza e papel higiênico.

O Ministério da Saúde informou que o orçamento federal destinado à cidade ainda possui restos a pagar, enquanto os repasses estaduais e municipais têm se mostrado insuficientes. O secretário municipal de Saúde destacou que, mesmo com a atual reorganização administrativa, é necessário fortalecer a gestão e criar um plano de ação conjunto entre Município, Estado e União.

Diante da gravidade da situação, discutiu-se a possibilidade de intervenção excepcional, prevista legalmente, mas considerada um último recurso. A prioridade, segundo os gestores, é implementar um pacto institucional que assegure fluxo adequado de leitos, fornecimento regular de medicamentos, regulação eficiente de ambulâncias e atenção coordenada à população.

Pacientes relataram dificuldades diárias, como falta de insulina e outros medicamentos essenciais, evidenciando a urgência de soluções práticas e imediatas. Profissionais da saúde também mencionaram situações de agressão e tensão nos atendimentos devido à frustração dos usuários.

O Ministério Público acompanha de perto os problemas, com ações e procedimentos instaurados para avaliar falhas na prestação de serviços, tanto na rede municipal quanto em hospitais conveniados. A audiência reforça a necessidade de cooperação entre os entes federativos e de medidas estruturais para recuperar a confiança da população na saúde pública da capital.

A expectativa é que, até maio, novas reuniões avaliem os resultados das medidas adotadas e proponham ajustes para reduzir o colapso assistencial e melhorar a qualidade do atendimento na cidade.

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