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Judiciário Quinta-feira, 28 de Novembro de 2024, 17:44 - A | A

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Decisão

Vereador eleito “Leinha” tem contas de campanha rejeitadas pela Justiça Eleitoral

Vereador eleito pelo Avante enfrenta desafio para reverter decisão de primeira instância

Viviane Freitas
Capital News

Reprodução Redes Sociais

Vereador eleito pelo Avante enfrenta desafio para reverter decisão de primeira instância

Vereador eleito pelo Avante enfrenta desafio para reverter decisão de primeira instância

O vereador eleito de Campo Grande, Wilton Celeste Candelorio, conhecido como "Leinha" (Avante), teve suas contas de campanha rejeitadas pela Justiça Eleitoral. A decisão foi proferida pelo juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da 44ª Zona Eleitoral, que apontou irregularidades na prestação de contas, como o uso de recursos próprios não declarados corretamente.

Segundo o parecer técnico do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), 69% dos recursos usados na campanha apresentaram inconsistências. Entre as principais irregularidades, destaca-se uma doação de R$ 9.000, feita pelo próprio candidato, sem comprovação suficiente de sua origem. A defesa alegou que o valor veio de rendimentos anuais, mas não apresentou documentos que comprovassem a legalidade dos recursos.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) também recomendou a desaprovação das contas, destacando a falta de transparência na campanha, o que dificultou a fiscalização financeira. A sentença apontou que, embora os valores tenham sido transferidos da conta pessoal de "Leinha" para a conta oficial de campanha, a falta de declaração prévia no registro de candidatura violou a Lei das Eleições e a Resolução TSE nº 23.607/2019.

A defesa de "Leinha" informou que entrou com recurso no TRE-MS, buscando reverter a decisão. Os advogados argumentaram que as irregularidades apontadas não comprometem a legitimidade da campanha e que os documentos apresentados comprovam a origem dos recursos. O recurso ainda está em análise.

Caso a desaprovação seja mantida, "Leinha" poderá enfrentar sérias consequências, incluindo a inelegibilidade ou até a cassação do diploma, dependendo da gravidade das irregularidades confirmadas pelo TRE-MS.

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