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Operação Dirty Pix

Prefeito de Sidrolândia afasta dois secretários após operação que investiga desvios no hospital

Edivaldo Fideli Filho Júnior e Cleyton Martins Teixeira ficarão afastados por 180 dias após segunda fase da Operação Dirty Pix

João Gabriel Vilalba
Capital News

Divulgação

Servidores afastados desviaram recursos do Hospital Ermiria Silverio Barbosa

Servidores afastados desviaram recursos do Hospital Ermiria Silverio Barbosa

A decisão do prefeito ocorre um dia após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrar a segunda fase da Operação Dirty Pix. Na quarta-feira (7), foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria.

Segundo o MPMS, a investigação apura desvios de recursos públicos provenientes de convênios firmados com a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, entidade responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

As apurações apontam, segundo o Ministério Público, que os valores investigados ultrapassam R$ 18 milhões e envolvem recursos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de uma UTI móvel e à execução de obras de reforma do hospital.

Na segunda fase da operação, foram presos preventivamente Jacob Meeuwis Breure, presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, que já havia sido alvo da primeira fase; Júlio César Alves da Silva, assessor parlamentar; e Cristina Rosa Gomes de Carvalho, policial civil.

A reportagem não localizou a defesa de Cristina Rosa Gomes de Carvalho. A Corregedoria da Polícia Civil e a assessoria de imprensa da corporação não haviam se manifestado até a última atualização.

O que investiga a operação

Segundo o MPMS, as investigações apontaram a elaboração de planos de trabalho com informações fraudulentas e valores supostamente superfaturados para a obtenção de recursos públicos.

O Ministério Público também afirma ter identificado indícios de direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao grupo investigado.

Ainda de acordo com as apurações, após os recursos públicos ingressarem nas contas da entidade responsável pelo hospital, parte dos valores teria sido desviada das finalidades previstas nos convênios e movimentada por meio de sucessivas transferências bancárias.

O MPMS relata ter identificado repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e pessoas que teriam sido utilizadas para movimentar os valores investigados. As provas reunidas também teriam apontado indícios de uso de influência financeira para tentar dificultar o andamento das investigações.

A segunda fase da Operação Dirty Pix é conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia, pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com o MPMS, o nome “Dirty Pix”, que significa “Pix sujo”, faz referência às transferências financeiras que, segundo as investigações, teriam sido utilizadas para movimentar os recursos do suposto esquema.

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