O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) assinou um Termo de Execução Descentralizada com a Fiocruz no valor de R$ 1,146 milhão para ações de enfrentamento à contaminação por agrotóxicos em territórios indígenas de Mato Grosso do Sul.
O projeto terá duração de 12 meses e vai atender comunidades Guarani e Kaiowá em pelo menos três municípios: Coronel Sapucaia, Aral Moreira e Caarapó. A iniciativa busca reduzir impactos da pulverização aérea e terrestre nas aldeias.
Segundo o MPI, as comunidades da região enfrentam uma crise humanitária, com registros de casos graves de saúde possivelmente ligados à contaminação, incluindo mortes de bebês em Coronel Sapucaia e de um indígena em Aral Moreira.
Dados levantados pelo Gabinete de Crise Guarani Kaiowá apontam que mais de 60% das áreas analisadas apresentam moradores com sintomas de intoxicação, afetando principalmente crianças e gestantes.
O projeto também identifica alta incidência de pulverização de agrotóxicos, tanto aérea quanto terrestre, além de impactos em fontes de água e lavouras de subsistência das comunidades.
O acordo prevê duas frentes principais de atuação: capacitação em vigilância popular em saúde e elaboração de estratégias para reduzir a exposição aos agrotóxicos nos territórios mais afetados.
Entre as ações previstas estão a formação de agentes locais, produção de materiais bilíngues em português e guarani e o desenvolvimento de planos de prevenção e proteção ambiental nas áreas indígenas.
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