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Campo Grande

Governo publica vacância de cargo de fiscal assassinado por Alcides Bernal

Roberto Carlos Mazzini foi assassinado a tiros durante disputa por imóvel no Jardim dos Estados, em Campo Grande

João Gabriel Vilalba
Capital News

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) oficializou a vacância do cargo de Fiscal Tributário Estadual de Roberto Carlos Mazzini em decorrência de seu falecimento. O servidor foi assassinado a tiros em março deste ano pelo ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, no interior de uma residência localizada no bairro Jardim dos Estados.

A informação foi publicada na página 141 do Diário Oficial do Estado, confirmando o encerramento do vínculo funcional do servidor, de 60 anos, com o Quadro Permanente de Pessoal do Estado de Mato Grosso do Sul.

Roberto Carlos Mazzini morreu em 24 de março deste ano, em Campo Grande.

Segundo as investigações, a vítima foi morta a tiros quando tentava tomar posse de uma residência situada na Rua Antônio Maria Coelho. Conforme documentos apresentados no processo, o imóvel havia sido adquirido por Mazzini por R$ 2,4 milhões em leilão da Caixa Econômica Federal, após o ex-prefeito perder o bem por dívidas de financiamento.

Em depoimento, Bernal confessou ter efetuado os disparos, mas alegou que não tinha a intenção de matar. No entanto, o chaveiro que acompanhava a vítima afirmou à polícia que o ex-prefeito chegou ao local com a “intenção de causar mal, sem sequer tentar conversar sobre a situação”.

Alcides Bernal foi denunciado pela 19ª Promotoria de Justiça como autor do crime. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o político entrou no imóvel e efetuou disparos contra o fiscal, que estava acompanhado de um chaveiro.

• Saiba mais sobre Alcides Bernal mata homem a tiros

Bernal permanece preso desde então

Deurico/Arquivo Capital News

Alcides Bernal

Alcides Bernal

De acordo com a denúncia, o crime foi enquadrado como homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de porte ilegal de arma de fogo.

Laudos periciais apontaram que os disparos foram realizados a curta distância, enquanto o servidor já estava caído. Se condenado, o ex-prefeito poderá cumprir pena de até 40 anos de reclusão.

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