A Justiça negou o pedido de liberdade de Anderson Alberto Gaúna, preso desde novembro de 2025 sob acusação de atuar como operador do jogo do bicho em Maracaju.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o investigado agia diretamente em favor do grupo liderado por Roberto Razuk e seus familiares. A denúncia cita uma conversa recuperada no Facebook, na qual ele afirma: “Tô com os razuk ainda”, reforçando, segundo os promotores, o vínculo com a organização criminosa.
Um primeiro pedido de habeas corpus já havia sido negado pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande. A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, mas o desembargador Jonas Hass Silva Júnior manteve a prisão.
Na decisão, o magistrado destacou que “condições pessoais favoráveis, família constituída, residência fixa e ocupação lícita, por si sós, não autorizam a revogação da prisão preventiva”. O caso ainda será analisado pelo colegiado da 1ª Câmara Criminal.
Operação Successione
A prisão de Gaúna ocorreu no contexto da Operação Successione, conduzida pelo Gaeco, que investiga uma organização criminosa envolvida com jogos ilegais no Estado.
Na quarta fase da operação, deflagrada em novembro de 2025, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão em cidades como Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã, além de outros estados.
As investigações apontam que, após a queda do grupo liderado por Jamil Name na Operação Omertà, o clã Razuk teria avançado para assumir o controle do jogo do bicho em regiões estratégicas de Mato Grosso do Sul.
• Saiba mais sobre a Operação Successione
Denúncia e estrutura criminosa
O MPMS denunciou o deputado estadual Neno Razuk, seu pai Roberto Razuk e outros integrantes da família, apontados como núcleo central da organização.
Segundo a acusação, o grupo atuava de forma estruturada e violenta para garantir o monopólio da contravenção, utilizando práticas como corrupção, lavagem de dinheiro e roubos contra rivais.
Ao todo, 20 pessoas foram denunciadas. O Ministério Público também pede a condenação dos envolvidos e o pagamento de R$ 36 milhões por danos causados.
As investigações seguem e o caso continua em tramitação no Judiciário sul-mato-grossense.
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